PT avalia que megaoperação no Rio de Janeiro mudou agenda do Brasil
Leitura de lideranças do partido é que direita aproveitou episódio para se reorganizar
No momento em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vê sua popularidade crescer com o discurso da soberania e a reação às tarifas impostas pelos Estados Unidos, a megaoperação da polícia no Rio de Janeiro mudou a agenda do País.
A avaliação é de dirigentes petistas ouvidos pela CNN Brasil.
Enquanto ONGs criticam a estratégia do governador Cláudio Castro (PL) no combate ao Comando Vermelho e parlamentares de esquerda chamam a ação nos complexos da Penha e do Alemão de “chacina”, a direita agiu rápido e se uniu em torno da defesa do chefe do Executivo fluminense.
Os petistas avaliam, porém, que os desdobramentos das investigações vão trazer à tona provas de que as forças policiais agiram fora dos protocolos e cometeram excessos.
Mesmo assim, o episódio serviu para unir a oposição e tirar o clã Bolsonaro do foco.
A posição sobre a megaoperação divide o PT no debate interno. Uma ala da sigla teme que o tema da segurança pública esteja no centro de debate em 2026 e prega uma manobra pragmática no discurso.



