Pedro Venceslau
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Pedro Venceslau

Pós-graduado em política e relações internacionais, foi colunista de política do jornal Brasil Econômico, repórter de política do Estadão e comentarista da Rádio Eldorado

"Zambelli não deve perder mandato" , diz líder do PL

Sóstenes Cavalcante cita que processo de cassação deve ter parecer favorável à parlamentar

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O processo de cassação envolvendo a deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) na Câmara pode ter um desfecho favorável à parlamentar, segundo avaliação do líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ).

Em entrevista à CNN, Sóstenes demonstrou otimismo quanto à manutenção do mandato de Zambelli.

O parlamentar argumenta que muitos deputados que decidirão sobre o caso, seja na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) ou no plenário, podem se identificar com a situação, considerando a possibilidade de enfrentarem circunstâncias semelhantes no futuro. Ele ressalta que o caso não envolve acusações de corrupção.

De acordo com o líder do PL, que mantém diálogo constante com o deputado Diego Garcia (Republicanos-PR), relator do caso na Comissão de Constituição e Justiça, há expectativa de um relatório contrário à cassação.

Mesmo com um possível parecer favorável à parlamentar, o caso ainda precisará ser avaliado pelo plenário da casa.

Para manter o mandato de Zambelli, serão necessários 257 votos dos 513 deputados.

A parlamentar terá direito à defesa e poderá solicitar recursos, incluindo a possibilidade de realizar videoconferência com seus pares desde a Itália, onde está presa atualmente.

O cenário se complica com a existência de outros processos de cassação em andamento na Câmara, incluindo os casos de André Janones (Avante-MG), Glauber Braga (PSOL-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Esta situação pode influenciar o ritmo de análise do processo de Zambelli, já que frequentemente as decisões acabam sendo influenciadas por posicionamentos partidários e ideológicos.

Zambelli foi condenada a dez anos de prisão pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por invasão aos sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e inserção de documentos falsos, em 2023.

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