Rita Mundim
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Rita Mundim

A comentarista de economia da CNN é especialista em Mercado de Capitais pela UFMG e em Ciências Contábeis pela FGV. Em 2024, ganhou o prêmio de Influenciadora Coop da Organização das Cooperativas Brasileiras.

Análise: A precificação da tarifa no mercado brasileiro

O dólar iniciou com alta de quase 1,5%, atingindo R$ 5,62, mas recuou e fechou com valorização de 0,78%.

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O mercado financeiro brasileiro reagiu com volatilidade ao anúncio de Donald Trump sobre a imposição de uma tarifa de 50% sobre o aço e o alumínio brasileiros.

Na abertura, o índice Bovespa chegou a cair quase 1%, mas encerrou o dia com recuo de 0,5%. O dólar, por sua vez, iniciou com alta de quase 1,5%, atingindo R$ 5,62, mas recuou e fechou com valorização de 0,78%.

O dólar futuro, que havia disparado no dia anterior, apresentou queda de 0,88% durante todo o pregão, sinalizando que o mercado começou a encontrar um novo patamar de precificação para a medida.

O Brasil optou pela via diplomática para lidar com a situação. A estratégia adotada é baseada no caminho do Itamaraty, apostando no diálogo e em acordos pontuais com empresários e empresas dos Estados Unidos para tentar reverter as tarifas genéricas de 50%. A intenção é evitar retaliações na mesma proporção, o que poderia gerar prejuízos diretos às empresas e à indústria nacional.

Ainda há tempo até 1º de agosto para que os esforços diplomáticos avancem. No entanto, existe o risco de que os Estados Unidos iniciem investigações adicionais com base na “Seção 301” do Ato de Comércio de 1974, o que poderia resultar em sanções ainda mais severas.

Caso a tarifa de 50% entre em vigor a partir de agosto, alguns cenários são considerados prováveis:

  • Um aumento nas importações de produtos brasileiros pelos EUA antes da data limite, podendo gerar um superávit maior na balança comercial brasileira.
  • Valorização do dólar em relação ao real, pressionando a inflação no Brasil.
  • A necessidade de manter os juros elevados por mais tempo ou, eventualmente, a adoção de uma nova elevação da taxa Selic.
  • Um impacto no PIB brasileiro, estimado entre 0,3% e 0,5%, o que pode reduzir a projeção de crescimento de 2,1% - 2,2% para níveis inferiores.

A situação evidencia a necessidade de separar decisões políticas de temas econômicos, uma vez que o cruzamento entre ambas têm gerado incertezas nas relações comerciais com os Estados Unidos. O mercado agora aguarda os próximos movimentos da diplomacia brasileira e o desfecho das negociações até o prazo estabelecido.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
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