Análise: Crise do IOF deixa governo com o pires na mão
Apesar de arrecadação recorde, governo insiste em aumento de impostos enquanto mantém gastos elevados
O governo brasileiro enfrenta uma situação paradoxal: mesmo com uma arrecadação federal recorde de R$ 230 bilhões em maio, o maior valor mensal desde o início da série histórica em 1995, porém busca-se aumentar impostos para equilibrar as contas públicas.
O crescimento econômico atual não é sustentável, com exceção do setor agropecuário. O crescimento nos setores de serviços e indústria é induzido por crédito com altas taxas de juros e pela distribuição de benefícios sociais.
A forma como o governo gasta e distribui auxílios sociais, alegando falta de controle de cadastros e de planejamento. O governo se endivida para fazer essa "farra social", e assim a nossa dívida cresce.
Apesar do crescimento econômico e do aumento na arrecadação, o governo continua buscando elevar impostos, o que demonstra ineficiência e má gestão dos recursos públicos.
A aprovação, pelo Congresso, do aumento no número de deputados pode gerar gastos adicionais de mais de R$ 150 milhões, com potencial efeito cascata sobre assembleias legislativas e câmaras municipais.
Vetar essa medida seria uma oportunidade para o governo demonstrar austeridade e preocupação com o corte de despesas, embora expresse dúvidas sobre a disposição política para tal ação.



