Rita Mundim
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Rita Mundim

A comentarista de economia da CNN é especialista em Mercado de Capitais pela UFMG e em Ciências Contábeis pela FGV. Em 2024, ganhou o prêmio de Influenciadora Coop da Organização das Cooperativas Brasileiras.

Análise: Trump quer formar novas bases da economia global

Rita Mundim analisa postura do político norte-americano em reduzir participação em organismos multilaterais e impacto do aumento do querosene de aviação no setor aéreo

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Rita Mundim analisou as recentes declarações de Donald Trump sobre a possibilidade de retirar os Estados Unidos da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Segundo a comentarista, Trump "está querendo formar novas bases da economia global, sob o ponto de vista geopolítico e sob o ponto de vista da organização".

A especialista explicou que os Estados Unidos historicamente foram responsáveis por cerca de 75% do orçamento da Otan, defendendo 30 outros membros.

Durante seu primeiro mandato (2017-2021), Trump já questionava essa participação desproporcional, exigindo que os demais países cumprissem o acordo de 2014 que estabelecia um gasto mínimo de 2% do PIB (Produto Interno Bruto) em defesa.

"Ele está questionando isso tudo em função do papel dos Estados Unidos enquanto financiador dessas organizações", afirmou Mundim.

A comentarista destacou que essa postura não se limita apenas à Otan, mas se estende a outros organismos multilaterais como a OMS (Organização Mundial de Saúde), a OMC (Organização Mundial do Comércio) e o FMI (Fundo Monetário Internacional).

Para Mundim, estamos testemunhando uma remodelagem das instituições criadas no pós-guerra de 1945.

"Com a posse do Trump no início do ano, em janeiro, e o tarifaço no dia 2 de abril e depois daí em diante, a gente viu uma coisa atrás da outra", analisou.

"Trump está redesenhando o mundo e as instituições, os organismos e a forma de fazer negócios nesse novo mundo", concluiu.

Alta do querosene de aviação

O aumento de 55% no preço do querosene de aviação anunciado pela Petrobras para distribuidoras representa um novo desafio para as companhias aéreas que ainda se recuperam dos impactos da pandemia. Segundo Rita Mundim, esse aumento pode desencadear uma nova crise no setor.

De acordo com Mundim, as empresas aéreas "estavam começando a respirar depois da crise que elas viveram na pandemia e agora para elas essa alta do combustível é como se houvesse outra pandemia".

A situação é tão grave que companhias asiáticas e europeias já estão declarando que operam em caráter de emergência.

"A Korean Air, a Catai, o CEO da Catai, segundo a Reuters, deu uma entrevista dizendo que hoje o custo do combustível de aviação é o dobro do que era há dois meses atrás", explicou a comentarista.

Como consequência, os consumidores podem enfrentar cancelamentos de voos e aumento no preço das passagens.

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