Tainá Falcão
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Tainá Falcão

Jornalista, poetisa, mulher nordestina, radicada em Brasília com passagem por SP. Curiosa. Bicho de TV. Informa sobre os bastidores do poder

Em carta, Lula pede que prefeitos comparem sua gestão com a de Bolsonaro

Presidente busca convencer gestores de que a continuidade de seu governo representa uma perspectiva mais favorável para investimentos, obras e programas federais

Em mais uma frente para atrair apoios na reta final do segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu recorrer à força política dos prefeitos e vereadores.

Em uma carta dirigida às lideranças municipais, à qual a CNN teve acesso, Lula desafia os gestores a comparar os repasses federais de seu governo com os da gestão de Jair Bolsonaro e coloca dúvida sobre o que pode acontecer nos anos que antecedem às eleições municipais.

“Eu lembro a você que 2027 e 2028 serão os anos mais importantes para o seu atual mandato. Pense bem nisso”, afirma.

Na carta, Lula busca convencer os prefeitos de que a continuidade de seu governo representa uma perspectiva mais favorável para investimentos, obras e programas federais nos municípios.

Embora não haja uma ameaça explícita no documento sobre um eventual governo Flavio, o presidente dá um recado ao lembrar aos gestores o que estará em jogo a partir de 2027: a boa relação que mantiveram com o governo dele durante os últimos anos para viabilizar recursos antes das municipais.

Lula também desafia as prefeituras a comparar o crescimento dos repasses da União em dois períodos: de 2019 a 2022, durante o governo Bolsonaro, e de 2023 a 2026, em sua gestão.

“Os dois projetos estão em disputa agora no 2º turno. Você vai comprovar que o meu governo tratou muito melhor a sua cidade do que o meu antecessor”, escreveu.

A iniciativa aponta ainda para uma aposta na capilaridade dos prefeitos e vereadores para mobilizar eleitores, especialmente nas cidades menores.

Ao dirigir o apelo a prefeitos e vereadores de todo o país, Lula busca alcançar também gestores de partidos que não integram sua base de apoio, mas que dependem da interlocução com Brasília para viabilizar investimentos.

No documento, o presidente enumera programas como Mais Médicos, Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida e investimentos do PAC. Também destaca o fortalecimento do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) como uma conquista de seus governos.

“Sou candidato e peço seu apoio para continuar governando de mãos dadas com os municípios brasileiros”, afirma.