Lula escala Alckmin para negociar saída do PSB da disputa no DF
Ricardo Cappelli (PSB) recebeu sondagens sobre desistência, mas rejeitou acordo; PT tem candidato próprio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entrou indiretamente nas articulações para tentar resolver o impasse da esquerda na disputa pelo governo do DF.
A CNN apurou que, na quinta-feira (6), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) conversou com Ricardo Cappelli (PSB) a pedido do presidente. A sondagem é interpretada nos bastidores como uma tentativa do PT de retirar o PSB da disputa.
O partido de Lula lançou Leandro Grass ao governo, em uma chapa com o PSOL. As candidaturas ao Senado são de Erika Kokay (PT) e Leila Barros (PDT). O PSB, portanto, não teria espaço na composição.
Cappelli tem dito a interlocutores que, até agora, Lula nunca o chamou para discutir a eventual retirada de sua candidatura no Distrito Federal e atribui o movimento aos petistas e não ao presidente.
No sábado passado, Cappelli já havia conversado com o presidente do PT, Edinho Silva. O dirigente petista teria tentado convencer Cappelli a deixar a disputa, mas a proposta foi rejeitada.
A candidatura de Cappelli foi oficializada pelo PSB-DF em convenção no dia 3 de agosto. O partido já vinha sustentando há meses que pretendia disputar o Palácio do Buriti com candidatura própria.
Segundo relatos, durante a convenção do PSB, o presidente Lula chegou a manifestar interesse em conversar diretamente com o candidato, mas o diálogo não ocorreu.
A CNN apurou que Cappelli chegou a enviar uma mensagem ao presidente, defendendo a manutenção de sua candidatura.
No relato remetido a Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, agora ex-chefe de gabinete de Lula, o Marcola, Capelli defendeu que uma composição de unidade deveria contemplar todos os partidos de esquerda e que a escolha deveria levar em consideração qual nome teria maior capacidade de ampliar eleitoralmente à frente.



