Lula responderá sobre juros, dívida e contas do governo a empresários
Presidente falará para cerca de 500 executivos em São Paulo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve dizer a empresários nesta sexta-feira (25), em São Paulo, que um eventual quarto mandato oferecerá segurança jurídica e previsibilidade para investimentos.
Para interlocutores ouvidos pela CNN, o recado do presidente será de que não há motivo para o setor privado esperar “surpresas”. O encontro foi pensado para 100 pessoas, mas cresceu para uma plateia de cerca de 500 executivos, entre eles representantes da construção civil e do varejo.
O evento deve ter falas, além de Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro da Fazenda, Dario Durigan.
O presidente pediu aos organizadores que conversassem antes com integrantes do setor privado. Embora o Prerrogativas tenha promovido dois jantares de arrecadação na campanha de 2022, os organizadores afirmam que o encontro desta sexta não busca adesão política ou financeira.
A CNN apurou que a preocupação dos empresários que participam do encontro gira em torno do crescimento da dívida pública em relação ao PIB e com o efeito dos juros altos sobre as empresas e eventuais consequências.
Já Lula deverá explicar como pretende conciliar o controle das contas, a redução dos juros e a manutenção dos programas sociais. Aliados, porém, dizem que Lula não pretende defender um ajuste fiscal feito “às custas dos trabalhadores”.
Essas cobranças já foram feitas a Lula, no fim de agosto, quando recebeu 16 empresários no Palácio da Alvorada.
No jantar, os empresários pediram equilíbrio fiscal e condições para a queda dos juros. O presidente disse ter consciência do aumento da dívida pública, considerou exagerado o pessimismo de parte do mercado financeiro e prometeu detalhar suas propostas econômicas, o que ainda não foi feito. Lula também pediu ajuda para convencer outros agentes econômicos de que um novo governo seria responsável com as contas.
Flávio Bolsonaro se reuniu com banqueiros em São Paulo no fim de agosto. Apesar dos acenos dos dois candidatos, representantes do mercado ainda demonstram ceticismo sobre como qualquer um deles equilibraria as contas públicas em 2027.



