Tainá Falcão
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Tainá Falcão

Jornalista, poetisa, mulher nordestina, radicada em Brasília com passagem por SP. Curiosa. Bicho de TV. Informa sobre os bastidores do poder

Aliados veem Lula hesitante e com dificuldade de decidir sobre cortes

Auxiliares próximos descrevem o presidente "angustiado" diante das pressões do mercado

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Depois de três semanas discutindo com ministros um pacote de corte de gastos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda está hesitante sobre as medidas necessárias e está com dificuldade de decidir, segundo aliados próximos.

Auxiliares diretos usam a expressão “angustiado” para descrever o estado de ânimo diante das pressões do mercado e do embate sobre o corte de gastos.

Há três semanas, o governo debate um pacote de corte de gastos para controle das contas públicas, sem chegar a um desenho final da proposta.

Na última semana, Lula se reuniu, por horas, com o ministro da Fazenda e ministros de áreas sociais, que resistem em mexer em benefícios sociais.

Atualmente, seis pastas estão no radar – Saúde, Educação, Previdência, Trabalho e Desenvolvimento Social – do governo. A Defesa e o sistema de proteção social dos militares entraram de última hora na mira dos cortes. A inclusão desta última pasta é vista com ceticismo dentro e fora da caserna.

Para conselheiros do presidente, Lula precisa fortalecer o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que aparece isolado na disputa, diante de inúmeras negativas das demais áreas.

A avaliação no Palácio do Planalto é que o presidente busca encontrar um “ponto de equilíbrio” e que Lula dará mais tempo para o embate arrefecer.

Auxiliares negam que o presidente esteja contra o corte, apesar de eventuais resistências, Lula tem focado em escolher onde os cortes afetariam.

Nos bastidores, o governo já sinaliza que é preciso pactuar uma revisão permanente de programas e incluir no bojo de negociações benefícios que afetam também os mais ricos, a exemplo das desonerações a empresários e dividendos de heranças e fortunas.