Defesa comemora suspeição de Toffoli para julgar prisão de Vorcaro
Advogados veem cenário difícil, mas apostam em possibilidade de empate; placar beneficiaria réu

A defesa de Daniel Vorcaro avalia que é possível reverter a prisão do banqueiro no julgamento previsto para ocorrer nesta sexta-feira (13), na Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal).
Nos bastidores, os advogados reconhecem que o cenário é difícil, mas avaliam que ainda há espaço para empate, o que favoreceria o banqueiro.
A estratégia nas últimas semanas tem sido intensificar conversas com ministros da Corte. Segundo interlocutores, houve contatos com o relator do processo, André Mendonça e outros integrantes da Segunda Turma. O objetivo do périplo da equipe jurídica é tentar reabrir o debate antes da análise colegiada do caso.
A defesa tem se baseado em argumentos semelhantes aos da PGR (Procuradoria-Geral da República), que citam o princípio da contemporaneidade, requisito, normalmente, exigido para justificar prisões preventivas.
Essas fontes afirmam que, ao menos, parte das mensagens atribuídas a Vorcaro usadas na investigação seria anterior à primeira prisão do empresário, o que, na avaliação de integrantes, enfraquece a justificativa de risco atual às investigações.
Enquanto acompanha as movimentações no Supremo, a defesa também organiza os próximos passos da estratégia jurídica. Na quarta, o advogado Sérgio Leonardo esteve com Vorcaro na prisão, em encontro autorizado por decisão judicial. Segundo ele, a reunião durou cerca de uma hora e não foi gravada.
Entre pessoas próximas ao banqueiro, outro tema passou a circular com mais frequência nos bastidores: a possibilidade de um acordo de colaboração premiada. Publicamente, a defesa nega que exista qualquer negociação em andamento. Sob reserva, porém, interlocutores admitem que a hipótese de uma eventual delação passou a ser considerada como um dos caminhos possíveis, dependendo do desfecho do julgamento desta sexta.



