Governo avalia que "caso Israel” ainda é tema em aberto e minimiza impacto de pesquisa Quaest
62% dos evangélicos do país desaprovam governo. Segundo levantamento, falas de Lula sobre Israel tem impacto em rejeição.

No Palácio do Planalto, ministros e auxiliares do presidente Lula adotam tom de “cautela” sobre a pesquisa que indica 46% de desaprovação do governo Lula.
Ponto de atenção para o governo, o levantamento mostra que a relação com o público evangélico precisa de ajustes. 62% dos entrevistados da religião dizem que desaprovam o governo — e apenas 35% de aprovação, portanto, 27 pontos de diferença.
O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Paulo Pimenta (PT), reconhece o impacto da fala de Lula na pesquisa — ao mencionar as mortes em Gaza, recentemente, o presidente fez alusão ao holocausto.
Pimenta, no entanto, disse à CNN, que a percepção da população sobre o assunto “ainda ainda está aberto.”
“A percepção sobre Israel e sobre a responsabilidade sobre os massacres em Gaza vem se alterando no mundo todo. Na medida que essa percepção se altera a avaliação sobre as opiniões de Lula devem tb se alterar.”, disse.
Para o ministro da Comunicação, a percepção sobre o posicionamento de Lula tem mudado e não foi captado pela pesquisa que começou a colher entrevistas no final de fevereiro.
Após reação diplomática e repúdio da comunidade judaica no Brasil, Lula mudou o tom sobre a guerra e tem buscado demonstrar que a culpa pelas mortes, em Gaza, é do governo de Benjamin Netanyahu - e não do povo de Israel.
Outros auxiliares do presidente comentaram a pesquisa sob reserva e demonstraram preocupação com os números. Na avaliação de petistas, o levantamento ainda reflete a polarização entre direita e esquerda e demonstra necessidade do governo agir para “furar bolha” de eleitores de campos políticos adversários.



