Tainá Falcão
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Tainá Falcão

Jornalista, poetisa, mulher nordestina, radicada em Brasília com passagem por SP. Curiosa. Bicho de TV. Informa sobre os bastidores do poder

Governo avalia que "caso Israel” ainda é tema em aberto e minimiza impacto de pesquisa Quaest

62% dos evangélicos do país desaprovam governo. Segundo levantamento, falas de Lula sobre Israel tem impacto em rejeição.

Presidente em Lula durante discurso na abertura da 37ª Cúpula da União Africana
Presidente em Lula durante discurso na abertura da 37ª Cúpula da União Africana  • Ricardo Stuckert
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No Palácio do Planalto, ministros e auxiliares do presidente Lula adotam tom de “cautela” sobre a pesquisa que indica 46% de desaprovação do governo Lula.

Ponto de atenção para o governo, o levantamento mostra que a relação com o público evangélico precisa de ajustes. 62% dos entrevistados da religião dizem que desaprovam o governo — e apenas 35% de aprovação, portanto, 27 pontos de diferença.

O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Paulo Pimenta (PT), reconhece o impacto da fala de Lula na pesquisa — ao mencionar as mortes em Gaza, recentemente, o presidente fez alusão ao holocausto.

Pimenta, no entanto, disse à CNN, que a percepção da população sobre o assunto “ainda ainda está aberto.”

“A percepção sobre Israel e sobre a responsabilidade sobre os massacres em Gaza vem se alterando no mundo todo. Na medida que essa percepção se altera a avaliação sobre as opiniões de Lula devem tb se alterar.”, disse.

Para o ministro da Comunicação, a percepção sobre o posicionamento de Lula tem mudado e não foi captado pela pesquisa que começou a colher entrevistas no final de fevereiro.

Após reação diplomática e repúdio da comunidade judaica no Brasil, Lula mudou o tom sobre a guerra e tem buscado demonstrar que a culpa pelas mortes, em Gaza, é do governo de Benjamin Netanyahu - e não do povo de Israel.

Outros auxiliares do presidente comentaram a pesquisa sob reserva e demonstraram preocupação com os números. Na avaliação de petistas, o levantamento ainda reflete a polarização entre direita e esquerda e demonstra necessidade do governo agir para “furar bolha” de eleitores de campos políticos adversários.