Tainá Falcão
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Tainá Falcão

Jornalista, poetisa, mulher nordestina, radicada em Brasília com passagem por SP. Curiosa. Bicho de TV. Informa sobre os bastidores do poder

Messias sinaliza a aliados que fará o que Lula pedir para ficar no governo

Atual AGU não estaria mais disposto a permanecer no posto e aceitaria ser remanejado para comandar Ministério da Justiça

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A espera de uma decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o atual advogado-geral da União, Jorge Messias, sinalizou que está disposto a seguir qualquer pedido do chefe do Executivo para permanecer no governo.

Após sofrer uma rejeição histórica e não conseguir o aval do Senado para compor o STF (Supremo Tribunal Federal), Messias havia dito a aliados que não pretendia seguir no cargo de AGU.

Jorge Messias conversou reservadamente com Lula na noite de segunda-feira (5), em um gesto de solidariedade do presidente após a derrota histórica no Congresso. Interlocutores afirmaram à CNN que Lula pediu serenidade ao AGU e disse que ainda conta com ele no governo, sem um convite formalizado a qualquer posto.

O indicado de Lula ao Supremo estava de férias para se dedicar à sabatina, mas retomou a agenda nesta semana, ainda sem uma definição sobre sua situação.

Nos bastidores, circula a possibilidade de Messias ser deslocado para o Ministério da Justiça, atualmente, sob o comando do ministro Wellington César e Lima, indicado pela ala baiana do PT com apoio do senador e líder do governo Jaques Wagner (PT-BA). O senador foi, inclusive, responsável pela articulação da indicação de Messias ao Supremo.

A aposta no entorno do Messias é de que ele aceitaria a missão caso fosse convidado por Lula.

A rejeição de Messias era algo que não acontecia em 132 anos. Lula ainda avalia a reação que terá diante da derrota. Petistas defendem o “tudo ou nada”, com a demissão de nomes ligados ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), do governo e a retomada do discurso contra o Congresso Nacional.

Uma ala do governo prega cautela sob risco de Lula sair ainda mais enfraquecido do processo, com uma debandada de apoio do centrão à campanha à Presidência do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).