Teo Cury
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Explica o que está em jogo, descomplica o juridiquês e revela bastidores dos tribunais e da política em Brasília. Passou por Estadão, Veja e Poder360

COP30

Militares reforçarão segurança de infraestruturas críticas na COP30

Tropas do Comando Conjunto Marajoara e agentes de órgãos de segurança pública atuarão na proteção das instalações

Belém
Belém se prepara para receber a Conferência Climática COP30 nesta semana  • Rafael Medelima
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Militares e agentes de segurança pública vão reforçar a segurança de infraestruturas críticas em Belém e nos arredores da cidade paraense durante a COP30.

As infraestruturas críticas são instalações, serviços, bens e sistemas cuja interrupção ou destruição provoque sério impacto social, ambiental, econômico, político, internacional ou à segurança do Estado e da sociedade.

O ministério responsável pela segurança das infraestruturas críticas no Brasil é o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.

O GSI indicou ao Comando Conjunto Marajoara as infraestruturas críticas para a COP30. O reforço de segurança dessas estruturas será realizado pelas tropas e pelos órgãos de segurança pública.

Fazem parte da lista as usinas de Tucuruí e Belo Monte, o Porto de Outeiro, onde atracarão os transatlânticos, o Porto de Miramar, por onde chegam combustíveis, aeroportos da região e as rodovias federais que levam a Belém.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve assinar, nos próximos dias, o decreto que institui a Garantia da Lei e da Ordem em Belém. 

A segurança de infraestruturas críticas passou a ser uma tendência mundial logo após os atentados terroristas ocorridos de 11 de setembro de 2001, em Nova York, nos Estados Unidos.

No Brasil, o ponto de virada para ampliar as atenções às infraestruturas críticas foram os ataques realizados pelo PCC em 2006 em São Paulo. A partir daí, o governo passou a identificar quais infraestruturas deveriam ser prioritariamente protegidas.

O país tem mais de 1,1 mil infraestruturas críticas. É o caso da usina de Itaipu, do aeroporto de Guarulhos (SP), do Porto de Santos (SP) e de usinas nucleares.

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