Lula indica Floriano de Azevedo Marques e Estela Aranha para TSE
Indicações representam aceno do presidente da República aos padrinhos dos dois advogados, os ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Flávio Dino

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escolheu reconduzir o ministro Floriano de Azevedo Marques Neto e indicar a advogada Estela Aranha para o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). As indicações representam um aceno do presidente a ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), que apoiavam os dois candidatos.
As indicações já foram assinadas, de acordo com fontes do governo, e estão previstas para serem publicadas em edição extra do Diário Oficial da União ainda nesta quinta-feira (10).
O ministro Floriano de Azevedo Marques Neto era o nome com mais chances de ser indicado na lista composta por André Ramos Tavares e José Levi Mello. Portanto, a formalização de sua indicação era aguardada.
Já a escolha de Lula por Estela Aranha foi vista como surpresa e marca uma reviravolta na disputa pela cadeira de ministro titular. A candidata mais cotada para ser indicada ministra era a hoje ministra substituta Vera Lúcia Santana Araújo. Caso fosse indicada, se tornaria a primeira ministra negra titular do TSE.
A indicação de Estela Aranha se deu em uma lista exclusivamente feminina elaborada por iniciativa de Cármen Lúcia, presidente do TSE e única ministra do STF, que adotou essa estratégia para “forçar” Lula a indicar uma mulher ao tribunal. A lista era composta ainda pela advogada Cristina Maria Neves.
O apoio de padrinhos poderosos no STF foi determinante para que os dois fossem indicados por Lula. Floriano é amigo de Moraes há décadas e foi nomeado para o TSE em maio de 2023 após articulação de Moraes, que presidia o tribunal na época.
O ministro, inclusive, anunciou a decisão de Lula antes mesmo da Presidência da República. Foi durante uma sessão de julgamento no STF.
Floriano foi empossado ministro, por articulação de Moraes, antes dos dois julgamentos que tornaram o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) inelegível. Ele votou para afastar Bolsonaro da disputa de cargos públicos por oito anos em duas oportunidades. Assim como André Ramos Tavares, acompanhou votos e entendimentos de Moraes em diversos outros julgamentos.
A advogada Estela Aranha atua desde fevereiro como assessora no gabinete de Cármen Lúcia na presidência do TSE. Antes disso, foi assessora especial do presidente Lula na equipe de Celso Amorim e secretária de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública na gestão de Flávio Dino.



