Análise: Desenrola 2.0 em ano eleitoral alivia, mas não resolve
O ministro da Fazenda já avisou que não se deve contar com uma repetição da ideia de "boia da salvação"
O Ministério da Fazenda e os bancos definem modelo do programa para aliviar o endividamento dos brasileiros. Agora falta o aval final do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que quer palanque e circunstância para lançar o Desenrola 2.0.
O endividamento das famílias está alto, o que não deveria ser um problema se ele fosse de boa qualidade e custo aceitável. Não é "nem um, nem outro", por isso o sufoco para pagar as contas e a aflição do governo disso virar contra Lula nas eleições.
O Desenrola 2.0 é medida paliativa e pode ir no sentido contrário da educação financeira que falta aos brasileiros que foram seduzidos a um mercado de crédito com muita oferta e custo que deveria ser proibitivo.
Tentando se blindar de um efeito bumerangue da medida, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, avisou que é bom que ninguém conte com a repetição dessa "boia de salvação". A nossa história garante que essa boia deve voltar, e não será coincidência se vier sempre em ano eleitoral.



