Análise: As contradições do "tratoraço" eleitoreiro de Lula
O atual presidente do país pode se igualar ao posto de "gastança desenfreada para garantir votos" deixado por seus antecessores
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avança com um tratoraço da máquina pública com medidas eleitoreiras a cinco meses das eleições. As novidades que já estão no forno são o Desenrola 2.0, que vai aliviar endividados, e a derrubada da "taxa das blusinhas", que é dada como certa em Brasília.
Outras tantas medidas, somando dezenas de bilhões de reais, podem igualar Lula a um posto que seus antecessores, Jair Bolsonaro e Dilma Rousseff, já ocuparam: o da gastança desenfreada para garantir votos.
As medidas esperadas para os próximos dias, o Desenrola e o fim do Imposto das Blusinhas, chegam a ser contraditórias. Alivia o endividamento por um lado, e incentiva o consumo por outro.
Lula precisa convencer o eleitorado de centro, independente, a votar nele mais uma vez. O presidente sabe que a eleição será definida no fiapo de diferença de votos. Como o petista vai lidar com a herança que pode criar para si mesmo se for reeleito? Isso é problema para depois.


