Thais Herédia
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Thais Herédia

Passou pelos principais canais de jornalismo do país. Foi assessora de imprensa do Banco Central e do Grupo Carrefour. Eleita em 2023 a Jornalista Mais Admirada na categoria Economia do Jornalistas e Cia.

Análise: Lula perde influência no exterior e é impopular em casa

Análise da revista The Economist aponta alinhamento do presidente brasileiro com BRICS e critica posicionamento geopolítico do país

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A revista britânica The Economist publicou uma análise crítica sobre a atuação internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apontando uma perda de influência no exterior e impopularidade no Brasil. A publicação destaca o alinhamento de Lula com o grupo BRICS — formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul — e critica o posicionamento geopolítico adotado pelo país.

Segundo a análise, o BRICS, que surgiu inicialmente como um bloco econômico de países emergentes, tem se transformado, especialmente nos últimos dez anos, em um grupo com forte viés geopolítico. A revista argumenta que, sob a liderança de Xi Jinping na China, o bloco passou a adotar uma postura mais hostil ao ocidente.

A publicação critica o alinhamento do Brasil com países como China e Rússia, afirmando que essa aproximação não condiz com a tradição diplomática brasileira. Ressalta ainda que o Brasil é uma democracia ocidental e os Estados Unidos continuam sendo um parceiro importante para o país, questionando a lógica de estreitar laços com nações cujos valores políticos e econômicos divergem significativamente dos brasileiros.

A The Economist também cita declarações de Lula defendendo negociações comerciais entre os países do BRICS utilizando moedas próprias, interpretação que, segundo a revista, revela uma inclinação antiamericana. Na visão do semanário britânico, tais ações não trazem benefícios econômicos concretos para o Brasil.

Ao final, a publicação sugere que Lula deveria concentrar-se mais em desafios internos e reconhecer a influência limitada do país no cenário internacional. A revista mantém a tradição de críticas contundentes a líderes brasileiros, como já fez em outros momentos, inclusive durante o governo de Dilma Rousseff.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.