Thais Herédia
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Thais Herédia

Passou pelos principais canais de jornalismo do país. Foi assessora de imprensa do Banco Central e do Grupo Carrefour. Eleita em 2023 a Jornalista Mais Admirada na categoria Economia do Jornalistas e Cia.

Análise: "Pedágio" em Ormuz expõe falta de estratégia de Donald Trump

Para o Brasil, os impactos no mercado chegam num momento em que a eleição e as campanhas começam a disputar mais espaço na avaliação de risco para economia

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O petróleo dispara depois que o presidente americano, Donald Trump, anunciou pedágio de 20% pela passagem no Estreito de Ormuz.

Já podemos dizer que é ingenuidade imaginar que nada de pior pode acontecer no conflito que Trump começou contra o Irã.

Primeiro, o ataque inédito dos Estados Unidos ao país. Depois, a revelação da falta de um plano estratégico de saída da guerra, tópico número 2 dos manuais militares – o número 1 é a estratégia de entrada, que, neste caso, também ficou devendo muito.

Trump gastou muita munição, impôs um choque de petróleo ao mundo todo, tanto de preços quanto de fornecimento. Agora, ele resolveu dar um novo choque criando um pedágio pela passagem de Ormuz, aumentando ainda mais o custo pela guerra que ele escolheu.

Para o Brasil, os impactos no mercado chegam num momento em que a eleição e as campanhas começam a disputar mais espaço na avaliação de risco para economia. Essa mistura tende a não ter um bom desfecho, tanto pelos efeitos diretos, quanto os indiretos, como incentivo a mais populismo na condução do país.