Análise: Trump descarta força, mas reforça obsessão por Groenlândia
A sinalização foi suficiente para liberar o mercado financeiro a recuperar parte das perdas dos últimos dias, mas isso é o que vale para hoje
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou o início de um acordo sobre a Groenlândia e desistiu de aumentar tarifas para quem fosse contra seus planos. Esta quarta-feira (21), aliás, foi o dia de Trump na Suíça.
Ele chegou a Davos para participar do encontro do Fórum Econômico Mundial e conseguiu, ao mesmo tempo, ameaçar e aliviar os piores temores sobre a Groenlândia.
No fim do dia, o republicano anunciou, sem detalhes, um acordo sobre o território com a Otan, e suspendeu a cobrança da tarifa extra que valeria a partir de 1º de fevereiro.
Mais cedo, Trump já tinha descartado o uso da força para tomar da Dinamarca o que chamou de "pedaço de gelo" no Ártico. Não sem antes criticar os europeus, o primeiro-ministro do Canadá, desqualificar países africanos e se colocar como a única salvação do Ocidente.
A sinalização foi suficiente para liberar o mercado financeiro a recuperar parte das perdas dos últimos dias, mas isso é o que vale para hoje. Desde que Trump assumiu, nada dura tempo suficiente para assegurar o dia seguinte.



