Análise: Vendaval em SP expõe má gestão de eventos extremos
O que está em jogo é a capacidade de gestores públicos e privados de prevenir e administrar os estragos, porque controlar a resposta da natureza, isso já não é mais possível
Mais um dia de caos em São Paulo devido à ventania que atingiu a cidade. Nesta quinta-feira (11), o Aeroporto de Congonhas teve o pior indicador de atrasos e cancelamentos do mundo.
Quando isso acontece, o Brasil todo sente. Milhares de pessoas ficam presas em São Paulo ou não conseguem chegar à cidade. Somando dois dias de efeitos do ciclone extratropical, mais de 400 voos foram cancelados em Congonhas e Guarulhos.
É a terceira vez que um evento extremo paralisa São Paulo desde 2023, um por ano, e, com a mudança climática já em curso, essa de agora não será a última. O problema está na falta de infraestrutura e no despreparo das autoridades e das empresas que prestam serviços essenciais, principalmente de energia.
O que está em jogo é a capacidade de gestores públicos e privados de prevenir e administrar os estragos, porque controlar a resposta da natureza, isso já não é mais possível.



