Análise: 6x1 ajuda Lula a enfrentar piora na economia
Mais uma vez, uma mudança importante para o país avança empurrada pelo calendário eleitoral; o mérito, o custo e as consequências ficam para depois
Aumenta a chance da proposta que acaba com a jornada 6x1 ser aprovada antes das eleições.
Depois de passar mais de dois meses na gaveta do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a PEC ganha velocidade na relatoria de Omar Aziz (PSD-AM), que resolveu não mudar o texto aprovado na Câmara para evitar nova votação entre os deputados.
Esse roteiro é música para os ouvidos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que enfrenta o caso Lulinha e vê uma tempestade se formando na economia.
Lula está com menos munição depois do arsenal populista lançado no primeiro semestre. Enquanto isso, a bola de neve cresce no alto da montanha: endividamento das famílias, juros que devem cair bem menos, inflação dos alimentos à espreita e perda de ritmo da atividade econômica.
E, mais uma vez, uma mudança importante para o país avança empurrada pelo calendário eleitoral. O mérito, o custo e as consequências ficam para depois.
Para depois da avalanche e do que sobrar dela.


