Análise: “Acordão” pela dosimetria dá vantagem a Lula
O presidente fecha o ano em campanha aberta, com um cardápio de medidas de impacto social difícil de contestar, e ainda se beneficia dos gols contra da família Bolsonaro
A toque de caixa, o Senado aprovou o projeto que beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O que se viu nesta quarta-feira (17) em Brasília foi um acordão para limpar a pauta e fechar o ano. O governo deixa passar a dosimetria e, em troca, garante a aprovação do corte de benefícios tributários e aumento de impostos de bets, ricos e bancos.
Politicamente, cada lado sai com um troféu na mão. A direita pode dizer que derrubou o que chama de exageros do STF (Supremo Tribunal Federal) contra Bolsonaro, mas a vantagem segue com Lula.
O presidente fecha o ano em campanha aberta, com um cardápio de medidas de impacto social difícil de contestar, como a isenção do imposto de renda, e ainda se beneficia dos gols contra da família Bolsonaro.
A dúvida é até que ponto esse favoritismo de Lula será capaz de empurrar a oposição para uma convergência — ou se, ao contrário, ela vai se dispersar ainda mais.



