Análise: Populismo empurra aprovação do fim da 6x1
O Brasil não entrará em crise por causa dessa política, mas seguir essa cartilha é um jeito eficiente de ficar longe da prosperidade

A taxa de desemprego caiu e o mercado de trabalho segue aquecido no Brasil. Os resultados de abril divulgados pela Pnad, do IBGE, e pelo Caged, do ministério do Trabalho, mostram alguma acomodação, mas ainda em ritmo forte.
A leitura qualitativa dos dados, porém, revela um país que não consegue superar a baixa qualidade média do emprego. Um dos sintomas é a rotatividade altíssima dos postos de trabalho, acima de 50%, o que nos mantêm no topo do ranking mundial desse quesito.
Esse é um dos ingredientes que mantêm a produtividade do trabalho estagnada em níveis alarmantes.
O diagnóstico não é ciência de foguete. Não está camuflado na economia brasileira. E, por isso mesmo, não deveria ter sido ignorado pelo Congresso e pelo governo no atropelo pela mudança na escala de trabalho.
O Brasil não vai entrar em crise por causa do populismo da política. Mas, seguir essa cartilha é um jeito eficiente de continuar longe da prosperidade.



