Lula viu com bons olhos repercussão de isenção do IR, dizem auxiliares
Avaliação é de que o anúncio feito pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, colheu mais avaliações positivas do que negativas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) viu com bons olhos a repercussão do anúncio da ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para aqueles que ganham até R$ 5 mil, relataram à CNN auxiliares do presidente.
A leitura de baseou em levantamentos feitos pelos institutos Quaest e Datafolha — que apontaram uma taxa alta de aprovação da medida que mira a classe média.
Segundo o Datafolha, 70% dos brasileiros aprovam o plano apresentado pelo ministro da Fazenda.
A avaliação é de que o anúncio feito pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, colheu mais avaliações positivas do que negativas — e que o debate ganhou espaço nas discussões públicas.
A estratégia de unificar os anúncios do plano envolvendo as revisões fiscais e a revisão do faixa do IR foi vista por agentes do mercado financeiro como uma das principais razões para o dólar ultrapassar a cotação de R$ 6 nas últimas semanas — e não voltar mais.
No Congresso Nacional, porém, a leitura também é oposta à do governo.
O impacto do ponto de vista da deterioração das expectativas fragilizou o governo e forçou o Legislativo a dar vazão à agenda considerada negativa, que envolve a revisão de gastos com o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e as regras envolvendo a distribuição de emendas parlamentares.
Apesar da reação imediata dos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e Rodrigo Pacheco (PSD-MG), em torno de escantear a discussão sobre a revisão da faixa do IR e consequente taxação daqueles que ganham mais de R$ 50 mil, o governo deve voltar à carga no início dos trabalhos legislativos — logo depois das eleições que vão definir os sucessores de Lira e Pacheco, em fevereiro.



