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Hydro discute clima, regulação e investimentos no CNN Talks

Evento reúne autoridades e empresas que apostam em transição energética e tecnologias que visam reduzir a emissão de carbono.

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Com total atenção à COP30, que será realizada em novembro em Belém (PA), o debate sobre o futuro climático do Brasil entrou de vez na agenda nacional. Nesta terça-feira (8), a capital federal recebeu o CNN Talks “COP30: Resiliência Climática - Regulação e Financiamento, evento promovido pela CNN Brasil em parceria com a Agência iNFRA, reunindo autoridades públicas, especialistas e representantes do setor privado.

Com o patrocínio da Hydro, o encontro aconteceu na Casa Parlamento, no Lago Sul, e foi marcado por reflexões estratégicas sobre como o país pode e deve se preparar melhor para os desafios climáticos. O foco central foi o papel das agências reguladoras na construção de um modelo de desenvolvimento mais resiliente, sustentável e alinhado aos compromissos climáticos internacionais.

A abertura ficou por conta do jornalista Márcio Gomes, âncora do CNN Prime Time, ao lado do diretor editorial da CNN em Brasília, Daniel Rittner. Eles conduziram a mediação dos painéis, que contaram com a presença de nomes como Eduardo Riedel, governador de Mato Grosso do Sul, João Paulo Capobianco, secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, e Anderson Baranov, CEO da Norsk Hydro Brasil.

Também participaram representantes de agências reguladoras e instituições estratégicas: Agnes da Costa (Aneel), Guilherme Sampaio (ANTT), Flávia Takafashi (Antaq), Gentil Nogueira de Sá Júnior (MME) e Luciana Costa (BNDES).

Descarbonização e aposta em resiliência na Amazônia

Entre os destaques do evento, a participação da Hydro chamou atenção ao apresentar um dos projetos mais robustos de descarbonização industrial no país. Com forte presença na região Norte, a empresa participa de investimentos na ordem de R$ 12,6 bilhões, desde 2022, em iniciativas de descarbonização no Brasil, com foco em projetos de reflorestamento, economia circular, produção de energias renováveis e tecnologias que visam reduzir a emissão de carbono em toda sua presença na cadeia de valor do alumínio.

“Esse investimento reflete nosso compromisso de longo prazo com a região e com o futuro climático do Brasil”, afirmou Anderson Baranov, CEO da Norsk Hydro Brasil. “Queremos estar ao lado de quem busca soluções reais para a transição energética, especialmente na Amazônia, onde a proteção ambiental e o desenvolvimento caminham juntos.”

Entre as iniciativas da companhia estão projetos inovadores como o uso de açaí como biomassa, a substituição de óleo combustível por gás natural e a eletrificação da matriz energética. Para Baranov, essas medidas são parte de uma visão mais ampla sobre o papel do setor privado frente à crise climática.

“Participar de encontros como o CNN Talks é essencial. A resiliência climática precisa ser construída com diálogo, cooperação e metas concretas. A indústria tem um papel central nesse processo”, reforçou.

Baranov também destacou a importância da previsibilidade regulatória e da atuação conjunta entre empresas, governos e agências reguladoras. “Precisamos de um ambiente institucional que estimule a inovação e permita que investimentos em sustentabilidade se tornem cada vez mais viáveis e escaláveis”, completou.

Investimento em resiliência como chave para o futuro

O evento também trouxe à tona exemplos concretos de como empresas e órgãos públicos vêm se reorganizando para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas, especialmente os eventos extremos. A agilidade na resposta a falhas e a preparação antecipada foram apontadas como pontos críticos para garantir a continuidade dos serviços essenciais.

Painelistas destacaram que o reforço da infraestrutura, a capacitação técnica e o planejamento integrado são medidas essenciais — e que o investimento em resiliência se paga nos momentos mais desafiadores.

Para Baranov, a adoção de uma cadeia mais limpa no setor será essencial e uma “competitividade é necessária”. “A cadeia tem que ser cada vez mais limpa, não só do alumínio, mas de toda a mineração. Eu acho que, quem não estiver nessa linha, não vai conseguir operar daqui a um tempo, porque é necessário”, afirmou.

 

Modernização regulatória em pauta

Outro ponto central do debate foi a urgência de modernizar os contratos de concessão e os marcos regulatórios do setor de infraestrutura. Muitos desses contratos foram elaborados há mais de três décadas, quando o foco era a expansão da eletrificação. Hoje, o desafio é outro: adaptar o sistema para resistir a eventos climáticos mais severos e frequentes.

De acordo com os painelistas, o país vive uma oportunidade histórica de repensar as regras do jogo. Para eles, os novos contratos já trazem instrumentos que permitem uma virada, mas ainda há necessidade de uma regulamentação ágil, técnica e com foco no longo prazo.

Brasil diante de uma agenda estratégica rumo à COP30

Com a renovação das lideranças nas principais agências reguladoras — ANEEL, ANP, ANA, ANTT, Antaq e Anac —, o CNN Talks reforçou que o Brasil está diante de uma janela estratégica para alinhar suas políticas públicas à agenda climática global.

O evento evidenciou que resiliência climática, desenvolvimento econômico e justiça social são temas interdependentes — e que a resposta a esse desafio exige coordenação, visão e coragem para inovar.

“Transformar vulnerabilidades em oportunidades é o que se espera de um país que vai sediar a próxima COP. E o setor privado pode - e deve - estar na linha de frente dessa transformação”, concluiu Anderson Baranov.

Baranov também ressaltou a importância de o evento ser realizado na própria Amazônia: “Acredito que esta edição se destacará, pois, embora todas as demais apresentem discussões relevantes e perspectivas importantes, somente esta terá como cenário a própria floresta. Portanto, creio que os brasileiros devem sentir orgulho e aproveitar este momento, valorizando o legado que será deixado.”

E concluiu com uma mensagem de mobilização: “Para aqueles que visitarão Belém, já se observa uma transformação na cidade, um legado que estará presente. Considero fundamental que intensifiquemos as discussões e busquemos soluções para os problemas da Amazônia.”