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    No futuro do trabalho, a cultura é mais relevante do que o modelo

    Em meio às transformações do mercado, o desafio das organizações tem sido oferecer flexibilidade sem abrir mão do fortalecimento das conexões e da melhoria no engajamento

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    Gilson Magalhães_Presidente da Red Hat Brasil

    Companhias de todo mundo estão vivendo um ponto de inflexão que envolve retornar ao trabalho presencial, manter a possibilidade de atuação remota ou apostar em um sistema híbrido, com alguns dias no escritório e outros em home office. Embora essa seja a questão central para a maioria das empresas, o foco das conversas deveria ser outro: a construção de uma cultura aberta e colaborativa, capaz de oferecer flexibilidade, reforçar conexões e melhorar o engajamento, independente do modelo escolhido.

    As últimas movimentações do mercado, com o aumento das demissões voluntárias e o crescimento do chamado quiet quitting, um conceito que envolve fazer o mínimo necessário que o seu cargo exige – trouxe à tona a necessidade de repensar o modo como as empresas trabalham, algo que passa essencialmente pela cultura das corporações. De acordo com a Pesquisa Global de Cultural Organizacional 2021, que foi conduzida pela PwC e entrevistou mais de 3 mil lideranças e profissionais em 40 países, as companhias que se saíram melhor durante a pandemia souberam adaptar sua cultura à nova realidade. O estudo aponta a definição de valores claros, implementação de estruturas hierárquicas mais planas e modelos de gestão mais abertos e humanizados como as principais mudanças adotadas.

     

    Foco na troca de experiências

    Uma cultura aberta e colaborativa, algo que pode ser visto como um modelo disruptivo para muitas organizações, é uma realidade intrínseca na Red Hat, líder mundial no fornecimento de soluções open source empresariais. A companhia foi uma das pioneiras do mercado corporativo ao trazer os pilares dessa tecnologia que permite o trabalho de maneira assíncrona e com um propósito comum.

    Com papel central nesse sistema, a colaboração estimula a troca de experiências para gerar as melhores ideias. “Na Red Hat sempre acreditamos no modelo flexível. Antes da pandemia, mais de 30% dos nossos colaboradores já trabalhavam remotamente. Não achamos que a equipe precise estar em um escritório para ser bem-sucedida porque vimos, ao longo dos anos, a importância e o valor em fornecer flexibilidade“, afirma Jennifer Dudeck, vice-presidente sênior e Chief People Officer na Red Hat.

     

    Flexibilidade: a chave para o futuro do trabalho

    Um estudo conduzido pela Atlassian em parceria com a PwC em 2021 com mais de 6 mil colaboradores em diversos países mostrou que 78% dos entrevistados consideram um regime de trabalho flexível essencial para se manter no emprego. A flexibilidade não está pautada pelo modelo de trabalho, mas, sim, por opções que sejam capazes de promover o bem-estar de cada colaborador, oferecendo autonomia e equilíbrio entre vida pessoal e profissional. Isso gera uma cultura de confiança e respeito mútuos, essencial para manter a equipe engajada e atrair novos talentos.

    Precisa ficar claro que nada mais será como antes. Ainda que seja possível trazer toda a força laboral de volta aos escritórios, por exemplo, os profissionais chegam com uma nova visão sobre o trabalho. E equalizar propósitos pessoais com os da empresa vai muito além da definição de modelos de atuação: requer repensar e reconstruir a cultura organizacional“, afirma Alexandre Duarte, VP de Customer Success na Red Hat para a América Latina.

    O executivo reforça que a cultura não está conectada a um lugar de trabalho físico, podendo ser, inclusive, bastante fortalecida em um ambiente remoto ou híbrido. “O desafio é criar uma experiência agradável e repleta de significado para os colaboradores, priorizando a colaboração, a tolerância ao erro, a inclusão, a empatia e a troca de ideias que geram inovação. As empresas precisam mudar a forma como trabalham para fomentar uma equipe engajada e um negócio sustentável e adaptável“, afirma.

    A criação de uma cultura aberta e colaborativa não acontece da noite para o dia, mas há caminhos simples para dar o primeiro passo. A liderança precisa ser o motor propulsor da mudança, que deve estar refletida em todos os processos da companhia. Envolver os colaboradores nas decisões e estimular o feedback também são pontos fundamentais para uma cultura forte.

     

    Humanização e reconhecimento

    Para estimular esse processo, recentemente a Red Hat implementou o Open Decision Hub, um espaço que permite aos líderes transparência de decisões e aos colaboradores participação nos processos que impactam diretamente o seu trabalho. A empresa também expandiu os conceitos de escritório aberto, com áreas pensadas para promover a integração e a colaboração tanto entre os times como junto aos clientes.

    A ideia é oferecer um lugar para que nossos associados possam se conectar com a cultura da Red Hat, colaborar e interagir de forma mais completa. A cultura aberta e colaborativa está no centro de nossa identidade e em nossa essência. Ela nos define e influencia a maneira como interagimos com o mundo. Um compromisso que precisa estar refletido nas nossas soluções e também na nossa forma de viver, trabalhar e criar“, explica Gilson Magalhães, Presidente da Red Hat Brasil.

     Outra iniciativa para fortalecer a cultura da companhia é a campanha “Red é mais que uma cor” que busca reforçar os princípios, valores e propósitos da organização. Inspirada pela ideia de construção de uma rede de trabalho diversa, integrada, inclusiva e comprometida, a ação incentiva a colaboração, buscando despertar o melhor de cada colaborador. “Para nós, o futuro do trabalho chega atrelado a liberdade para propor e contribuir, coragem para expressar pensamentos e opiniões, comprometimento e responsabilidade. Na Red Hat, acreditamos que incorporar experiência, conhecimento e diversidade leva a melhores decisões e promove a inovação, possibilitando um impacto positivo para nossas pessoas, para nosso negócio e para a sociedade“, finaliza Magalhães.