De acordo com 45 economistas, os Estados Unidos já estão em recessão

Responsável por 70% do crescimento da economia americana, consumo sofre queda brusca e deve puxar crescimento para baixo

Kate Trafecante Do CNN Business
10 de abril de 2020 às 09:14 | Atualizado 10 de abril de 2020 às 09:38
Homem atravessa 5ª Avenida, uma das mais movimentadas de Nova York, completamente vazia (25.mar.2020)
Foto: Mike Segar/Reuters

Os Estados Unidos já estão em recessão e devem se manter assim durante o primeiro semestre de 2020, aponta pesquisa feita com 45 economistas.

Eles preveem um movimento curto e agudo para o período, já que a pandemia “restringe severamente a atividade econômica”, aponta o diagnóstico realizado pela Associação Nacional de Economia Empresarial (Nabe).

O crescimento econômico do país deve ter queda de 2,4% no primeiro trimestre, antecipa o Nabe, e deve cair chocantes 26,5% no segundo trimestre. 

O mercado de trabalho dos EUA também deve sofrer um grande golpe, com o surto do novo coronavírus mantendo comércio e empresas fechados. A associação afirma que a taxa de desemprego deve chegar aos 12% no meio do ano, contando que 4,58 milhões de postos de trabalho que podem ser fechados no segundo trimestre do ano. 

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Com menos pessoas trabalhando, o consumo dos americanos, responsável por 70% do crescimento da economia local, deve diminuir e pesar negativamente neste cálculo. 

Apesar da queda abrupta, economistas estão otimistas e consideram que as finanças do país devem se recuperar no segundo semestre de 2020, chegando a um crescimento de quase 6% na segunda metade do ano.

“A previsão sugere que as condições devem melhor até o final com ano, com a ajuda de estímulos monetários e fiscais agressivos”, diz Constance Hunter, presidente do Nabe.

O Fed anunciou na quinta-feira (8), um pacote de US$ 2,3 trilhões em empréstimos para pequenos negócios e consumidores. A manobra se junta a vários outros programas de empréstimo criados pelo Banco Central americano, assim como a decisão de cortar a taxa básica de juros para zero, num esforço para auxiliar a economia americana.