Smart Fit não confirma reabertura de academias: 'vamos nos pautar pelo respeito'

Edgard Corona, presidente da maior rede de academias do país, afirma que decisão de reabrir unidades passa por conversa com colaboradores e clientes

André Jankavski do CNN Brasil Business, em São Paulo
11 de maio de 2020 às 23:57 | Atualizado 12 de maio de 2020 às 12:36
Academia da Smart Fit: rede com mais de 500 unidades ouvirá clientes e autoridades locais antes de reabrir academias 
Foto: Divulgação/Smart Fit

Maior rede de academias do Brasil, a Smart Fit não definiu se vai seguir a definição do presidente Jair Bolsonaro e reabrir as suas mais de 500 academias no país. Segundo o presidente da companhia, Edgard Corona, é importante que o serviço seja visto como essencial pelo governo, mas que a empresa se pautará ao respeito aos funcionários e colaboradores antes de definir eventuais reaberturas.

"Importante ter o reconhecimento da atividade como essencial, mas vamos nos fazer o que sempre fizemos: nos pautar pelo respeito", disse, por mensagem, Corona ao CNN Brasil Business. "(Vamos) ouvir os nossos colaboradores, clientes, as comunidades que atuamos, as autoridades locais e entender o momento de cada região ou município."

De acordo com o executivo, em todos os municípios que as reaberturas foram autorizadas, a Smart Fit sempre foi a primeira a fechar e a última a abrir. A empresa possui unidades abertas em Minas Gerais, Paraná, Santa Cataina e Rio Grande do Sul. Semana que vem, será a vez de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul.

"(Estão abertas) sob rígidos protocolos da Associação Brasileira de Academias", diz Corona. Ele lembra que na China as academias ficaram fechadas por 50 dias, enquanto em Hong Konkg e Singapura não chegaram a proibidas de operar.

"Espanha está reabrindo e a Suíça reabriu. Por ser fator relevante na melhoria da saude esses países deram prioridade a operaçao das academias", afirma o executivo.

Ex-Brasil 200

Além de ter fundado a rede de academias, Edgard Corona também é um dos empresários que formou uma espécie de linha de frente ao presidente. Ele fazia parte do movimento Brasil 200, que era apoiador da agenda liberal de Bolsonaro e do ministro da Economia, Paulo Guedes.

No entanto, com a demissão do ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, o Brasil 200 se colocou contra as últimas decisões presidente. Segundo o presidente do movimento, Gustavo Kanner, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o empresário se afastou do movimento por causa das críticas do Brasil 200.

A Smart Fit foi profundamente afetada pelo coronavírus. Em entrevista anterior ao CNN Brasil Business, Corona afirmou que o impacto da quarentena nos negócios seria de, pelo menos, R$ 150 mihões.

Para compensar a perda, a Smart Fit começou a apostar na digitalização do seu negócio. O site da empresa, com dicas de exercícios, passou a ter acesso acima de 400 mil acessos por dia.