Auxílio emergencial: Fraudes vão de empresários a pessoas que moram no exterior

Segundo ministro Wagner Rosário, governo vai identificar origem de cadastros por suspeita de fraudes em solicitações

Da CNN, em São Paulo
26 de maio de 2020 às 20:48
O ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Em meio a pagamentos que já passam de 53 milhões de pessoas, o governo federal intensifica investigações para identificar fraudes no recebimento do auxílio emergencial, benefício de R$ 600 pago pelo governo a informais e desempregados de baixa renda.

Segundo o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, as apurações em andamento estão cruzando a base de dados do benefício com outras à disposição do governo federal.

Entre alguns exemplos dados por Rosário em fala à imprensa nesta terça-feira (26), estão sócios de empresas com funcionários registrados (74 mil pessoas), proprietários de veículos com valor de mercado acima de R$ 60 mil e de embarcações. Também estão no radar cerca de 86 mil pessoas que doaram mais de R$ 10 mil para campanhas eleitorais em 2018 e pessoas com domicílio fiscal no exterior.

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Não necessariamente os CPFs cadastrados significam que estas pessoas cometeram fraude. Segundo Rosário, a investigação agora passa a analisar a origem dos cadastros, a partir dos IPs (código de acesso à internet) e de informações dos telefones celulares.

Há a preocupação de que fraudadores possam utilizar documentos de terceiros para inscrições fraudulentas. Outra linha de trabalho é a de presos, cadastrados para receber o benefício apesar de terem o sustento assegurado no sistema prisional.