Bolsas americanas despencam com temores por nova onda de coronavírus

Infecções por Covid-19 passaram de 2 milhões nos EUA e segue em avanço em vários estados; o Dow Jones caía mais de 5%

Juliana Elias, do CNN Brasil Business, em São Paulo
11 de junho de 2020 às 15:23
Homem caminha pela Wall Street, em Nova York, em meio à medidas de isolamento pela pandemia de coronavírus (18.mar.2020)
Foto: Lucas Jackson / Reuters

Os principais índices de Wall Street tinham quedas fortes nesta quinta-feira (11), um dia depois de o banco central norte-americano reafirmar a necessidade de políticas duras de estímulo à economia e em meio ao temor de que as infecções por coronavírus possam ter uma segunda onda. 

Às 15h do horário de Brasília, o índice Dow Jones caía 5,3% e o S&P 500 perdia 4,5%. O índice de tecnologia Nasdaq, que foi o primeiro a zerar as perdas do ano e que havia renovado seu recorde histórico nos últimos dias, também caía, com recuo de 3,98%. São as piores quedas desde os piores momentos de março e abril.

Na véspera, o Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, decidiu por manter as taxas de juros de referência do país na banda de 0% a 0,25% ao ano. Em seu comunicado, o comitê indicou que não vê espaço ainda para voltar a subir os juros e reafirmou a necessidade de manter as políticas de estímulos ao mercado, como o programa extraordinário de compras de títulos que vem promovendo desde o início da crise.

Dados divulgados nesta quinta-feira mostraram que os Estados Unidos ultrapassaram a marca de 2 milhões de casos confirmados de Covid-19, com quase a metades dos estados americanos ainda apresentando tendências de alta no registro de novos casos diários da doença. O acompanhamento é feito pela universidade americana Johns Hopkins. 

No início da madrugada desta quinta-feira (11), o painel em tempo real da universidade registrava 2.000.464 casos no país.

Os números pouco alentadores esfriaram os ânimos dos investidores, que vinham sustentando movimentos de altas fortes em bolsas de todo o mundo com a expectativa de reabertura das principais economias do mundo, incluindo os Estados Unidos. A leitura é que a o relaxamento gradual que começou a ser feito no país possa ser mais difícil do que o imaginado.

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