Aprovação do marco do saneamento é um sinal para o mundo, diz CEO da Aegea


Do CNN Brasil Business, em São Paulo
02 de julho de 2020 às 13:39

O marco do saneamento básico pode fazer com que o Brasil, finalmente, evolua em um setor que é considerado uma vergonha nacional. Hoje, o país tem 35 milhões de pessoas sem água potável e mais de 100 milhões de brasileiros sem esgoto canalizado. Na opinião de Radamés Casseb, presidente da Aegea Saneamento, a aprovação realizada no último dia 24 fará com que os resultados apareçam de maneira mais rápida.

“O Brasil manda um sinal para o mundo inteiro com a aprovação do marco e dá um passo a mais para que as empresas públicas e privadas entreguem, com mais velocidade, água e esgoto para a população”, diz Cassab em entrevista ao programa CNN Líderes.

O texto aprovado no Senado estabelece metas rigorosas a serem cumpridas até o fim de 2033: 99% dos lares com acesso à água potável e nove em cada dez casas com tratamento de esgoto. Além disso, até 2024, todos os lixões do país devem ser fechados.

Para isso, será necessário muito dinheiro. Nas contas do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), relator do projeto, seria algo entre R$ 500 bilhões e R$ 700 bilhões.

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A Aegea se coloca exatamente como uma das interessadas. Até agora, a empresa já atende 57 cidades no país, que somam 9 milhões de pessoas. É um universo pequeno dentro do potencial, mas grande em participação de mercado: a empresa possui 39% de participação em área considerando as cidades atendidas pela iniciativa privada.

A empresa está preparada para colocar a mão no bolso e esperar um bom tempo para ter o seu dinheiro de volta.

“No mercado de saneamento o prazo para retorno financeiro é maior do que em outros setores. Os investidores esperam o retorno em um prazo de 15, 20 anos”, diz Cassab. “Quem investe nesse mercado é quem investe pelo propósito de ajudar a comunidade.”

Recentemente, o Banco Nacional do Desenvolvimento e Social (BNDES) colocou em disputa editais de concessão em Alagoas, Mato Grosso do Sul e Espírito Santo – regiões que a empresa está analisando. O prazo de oferta é até setembro.

Para saber mais, acompanhe a entrevista completa de Radamés Casseb para o CNN Líderes, em vídeo ou podcast.

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