Bolsa atinge a marca de 2,6 milhões de investidores pessoas físicas em junho


Anne Barbosa e Marcelo Sakate, da CNN, em São Paulo
02 de julho de 2020 às 20:26 | Atualizado 02 de julho de 2020 às 22:02
Entrada da bolsa de valores de São Paulo, a B3

Sede da B3, em São Paulo: bolsa de valores ultrapassou os 2,6 milhões de investidores em junho

Foto: Amanda Perobelli/Reuters

Nem mesmo a maior crise econômica da história recente do país impediu a B3, como a bolsa de valores é conhecida, de continuar crescendo. Segundo relatório divulgado nesta quinta-feira (2), a bolsa alcançou 2,6 milhões de investidores pessoas físicas em junho. 

De acordo com a B3, mais da metade dos investidores aplicam até R$ 10 mil; 74,7% são homens e 24,2% são mulheres. A maioria tem entre 26 e 35 anos e é da cidade de São Paulo.

"Existia um mito de que investimento precisava de muito dinheiro para investir. Agora as pessoas perceberam que podem experimentar e entrar com pequenos recursos", afirma Felipe Paiva, diretor de relacionamento com clientes da B3.

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Foi em julho de 2019 que a B3 alcançou o primeiro milhão de investidores. Esse número, que demorou anos e anos para ser atingido, só precisou de alguns meses para dobrar e chegar aos dois milhões de CPFs, em abril deste ano. Agora, mais um grande salto, 2.648.975 investidores. 

Analistas dizem que o principal motivo continua sendo a menor taxa básica de juros da história: a Selic começou 2020 a 4,5% ao ano e agora está em 2,25%. O juro básico muito baixo tira a rentabilidade de aplicações em renda fixa, o que estimula a migração de recursos das pessoas físicas para a bolsa. 

Esse movimento de entrada na bolsa de valores já fez com que os pequenos investidores representassem quase um quarto de toda a movimentação da B3. Em maio, o volume diretamente negociado por eles chegou a R$ 121 bilhões – valor bem similar ao total movimentado por fundos e bancos de investimento (R$ 123 bilhões).

"O mais importante é você ter coragem de começar a investir, porque a prática de investir é treinamento, e a hora que o investidor tiver um capital maior, estará mais capacitado para fazer uma locação mais assertiva", afirma Rafael Giovani, diretor comercial da Necton Corretora.

O advogado Wagner Luiz Pellegrino, de 63 anos, começou a investir em fevereiro deste ano e, no mês seguinte, já viu a bolsa enfrentar uma das mais fortes quedas. 

"O que me fez migrar para a renda variável foi buscar uma melhor remuneração dos meus investimentos. No início foi um susto, mas eu fui aprender ainda mais o mercado de ações", disse.

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