Claro, Tim Brasil e Vivo fazem oferta conjunta para comprar Oi celular


Fernando Nakagawa
Por Fernando Nakagawa, CNN  
18 de julho de 2020 às 09:43 | Atualizado 17 de setembro de 2020 às 16:34

Claro, Tim Brasil e Vivo anunciaram nesta madrugada que fizeram uma proposta para compra conjunta da operação móvel da Oi. Em um comunicado, as três operadoras afirmam que a oferta foi submetida aos controladores da Oi após “análise de dados e informações disponibilizadas a respeito do negócio a ser adquirido”. Não há detalhes sobre o valor da oferta. A Oi está em processo de recuperação judicial desde 2017 e alguns analistas dizem que o negócio celular da empresa valeria cerca de R$ 15 bilhões. 

O comunicado divulgado pelas três operadoras menciona que, caso o negócio seja concretizado, “cada uma das interessadas receberá uma parcela do referido negócio”. O texto não menciona se haveria divisão igual entre Claro, Tim e Vivo ou se as fatias de cada empresa seriam diferentes.

Para as três operadoras, a compra da Oi celular “agregará valor para nossos acionistas e clientes através de maior crescimento, geração de eficiências operacionais e melhorias na qualidade do serviço”. O documento cita ainda que isso “contribuirá para o desenvolvimento e competitividade do setor de telecomunicações brasileiro.”

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No comunicado divulgado pela Claro, Tim Brasil e Vivo, as operadoras destacam que a proposta feita à Oi tem “determinadas condições”. Entre elas, o documento cita “especialmente a seleção das ofertantes como stalking horse (primeiro proponente)”. Nessa condição, as empresas teriam o direito de cobrir eventual proposta melhor no processo venda do negócio móvel da Oi. 

No mercado de telecomunicações, alguns analistas acreditavam que Tim Brasil e Vivo poderiam fazer uma proposta conjunta pela Oi celular. Na terça-feira à noite, inclusive, a Telecom Italia deu sinal verde para que a TIM Brasil fizesse oferta pelo negócio móvel da Oi.  

No começo de julho, o presidente da Oi, Rodrigo Abreu, disse ao repórter Matheus Prado do CNN Brasil Business que a empresa não seria fatiada e que o futuro da Oi passa pela fibra ótica e pela operação celular 5G. Abreu disse que venderia operações consideradas não essenciais, como data centers e torres de transmissão.

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