Caixa bloqueia 'centenas de milhares' de contas digitais por suspeita de fraude

Usuários que tiveram suas contas bloqueadas mesmo sem cometer fraude precisam comprovar sua identidade em uma agência da Caixa

Do CNN Brasil Business, em São Paulo
21 de julho de 2020 às 15:50
Página inicial do aplicativo de auxíllio emergencial da Caixa Econômica Federal
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Pedro Guimarães, afirmou nesta terça-feira (21) que milhares de contas digitais do banco foram suspensas por suspeita de fraude. 

"Suspendemos centenas de milhares de contas sim, e nesse momento as pessoas podem pedir o desbloqueio", disse Guimarães, em entrevista ao portal InfoMoney.

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A origem das fraudes se deu no início dos cadastramentos para o recebimento do Auxílio Emergencial, de acordo com o presidente da estatal. A Caixa permitiu que um celular abrisse mais de uma conta, já que muitas pessoas não possuem um smartphone. A partir daí abriu-se a brecha para hackers.

"Temos as provas de que a grande maioria foram utilizadas por hackers. Mas algumas pessoas são pessoas honestas que foram penalizadas", afirmou Pedro Guimarães. 

Quem teve sua conta bloqueada sem cometer fraude alguma precisa comparecer a uma agência da Caixa e comprovar sua identidade.

A preocupação com fraudes já é antiga: no sábado (18), a Polícia Federal anunciou uma força-tarefa para investigar suspeitas de fraudes no recebimento do auxílio emergencial do governo federal por servidores e políticos em 44 municípios do interior de São Paulo. 

Os investigadores pretendem cruzar dados cadastrados no programa emergencial com as informações do poder público.

Prefeituras da região de Jales, a cerca de 580 quilômetros da capital paulista, deverão apresentar relatórios com CPFs e informações de servidores públicos da ativa e aposentados, agentes políticos, ocupantes de cargos de confiança e funcionários temporários, além de seus cônjuges e filhos maiores de idade dependentes.

Procurada, a Caixa não respondeu ao CNN Business até a publicação desta reportagem.

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