TikTok lança fundo de US$ 200 milhões para pagar criadores de conteúdo

O aplicativo quer “apoiar criadores ambiciosos que buscam oportunidades para fazer de seu conteúdo inovador um meio de vida”

Jordan Valinsky, Do CNN Business, em Nova York
25 de julho de 2020 às 07:26
O aplicativo TikTok: fundo vai apoiar criadores de conteúdo
Foto: Shutterstock (19.jul.2020)

O TikTok está criando um fundo de US$ 200 milhões que será usado para reter seus principais usuários e atrair novos. É o mais novo marco do crescimento da empresa.

Em comunicado divulgado na quinta-feira (23), o aplicativo de vídeo disse que o novo programa visa “apoiar criadores ambiciosos que buscam oportunidades para fazer de seu conteúdo inovador um meio de vida”. O TikTok disse que o fundo começará a distribuir o dinheiro ainda neste ano e é uma das poucas maneiras pelas quais os usuários poderão ganhar dinheiro com o aplicativo. Até agora, os usuários podem gerar receita com suas contas apenas através de transmissões ao vivo ou parcerias com marcas.

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Os usuários qualificados devem ter 18 anos ou mais, morar nos Estados Unidos e postar “de forma consistente” vídeos originais que estejam em conformidade com as diretrizes do TikTok. As inscrições para o programa começam no próximo mês, mas não está claro quantos usuários o TikTok aceitará ou quanto dinheiro cada criador receberá.

Um porta-voz da empresa não especificou como o dinheiro será desembolsado, mas disse que os US$ 200 milhões são apenas o valor inicial do fundo, que visa ajudar o aplicativo novato a permanecer competitivo e reter os melhores talentos.

Atualmente, o TikTok está enfrentando várias batalhas, incluindo uma possível proibição no Estados Unidos por ser uma empresa baseada na China, o que gerou suspeitas no governo sobre sua segurança. Além do fundo, o TikTok anunciou na terça-feira (21) que planeja criar 10 mil empregos nos Estados Unidos nos próximos três anos, um aumento substancial em relação aos cerca de 1.400 funcionários que emprega hoje no país.

O TikTok tomou outras medidas para se distanciar da China. Recentemente, a empresa contratou um CEO norte-americano e confirmou que sua controladora está considerando uma reestruturação societária, incluindo o estabelecimento de uma sede fora da China. 

Os rivais também estão se mexendo. O Instagram, de propriedade do Facebook (FB), está lançando uma função semelhante ao TikTok chamada Reels, que permitirá que os usuários gravem e editem vídeos de 15 segundos com música e áudio e os exibam nos Stories ou no recurso Explore do Instagram. O YouTube, que permite que os usuários monetizem seus canais, também anunciou recentemente seu próprio fundo de US$ 100 milhões para “ampliar” o conteúdo de usuários negros.

(Texto traduzido, clique aqui para ler o original em inglês).

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