Localiza prepara serviço de assinatura de carros para escapar da crise


Reuters
30 de julho de 2020 às 17:09 | Atualizado 30 de julho de 2020 às 17:16
Mais de 160 mil motoristas devolveram carros alugados

Maior empresa do país no ramo, a Localiza teve redução nos aluguéis de carros com a pandemia

Foto: Divulgação/ Localiza

Todos os segmentos atendidos pela Localiza estão mostrando algum crescimento no início deste trimestre e a empresa avalia que poderá ter uma recuperação gradual na margem de lucro até setembro, afirmaram executivos da maior companhia de aluguel de carros do país nesta quinta-feira.

A companhia divulgou na noite da véspera queda de 53% no lucro líquido do segundo trimestre, mas revelou dados que indicam que o pior da crise gerada pelas medidas de isolamento social ficou para trás.

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Em teleconferência com analistas do setor, a diretora de relações com investidores, Nora Lanari, afirmou que as tarifas de aluguel de carros de julho estão em patamar semelhante ao verificado um ano antes, após flexibilização da quarentena em mercados importantes como São Paulo.

A Localiza, porém, tentará manter estratégia de redução de sua frota adotada no segundo trimestre até que o nível de uso dos carros melhorem, algo que pode ocorrer antes do esperado.

O diretor de finanças, Maurício Teixeira, afirmou na teleconferência que a Localiza estimava anteriormente voltar a comprar carros de montadoras apenas a partir de setembro, mas diante da retomada gradual dos negócios e da reabertura das lojas isso poderia ocorrer antes.

"Terminar o ano com uma frota de aluguel de carros parecida com 2019 seria já seria uma vitória dado o cenário e é algo que vamos tentar perseguir", disse Teixeira. "Vai chegar uma hora que a utilização vai chegar a 70%, 75%, ante nossa taxa história de 80%. Quando chegar perto de 75%, será a hora de voltar a comprar carros."

Segundo os executivos, a epidemia trouxe como mudança no mercado uma aceleração da tendência dos clientes usarem carros como serviço, em vez de terem a posse do automóvel. Com isso, a empresa deve lançar no segundo semestre um serviço de "assinatura" de veículos com contratos de dois a três anos.

"Temos visto aceleração do modelo de assinaturas. Estamos com produto de longo prazo no forno e já estamos fazendo vendas e achamos que isso pode contribuir com uma retomada das compras (de veículos)", disse Lanari.

"Mais e mais pessoas têm priorizado o transporte particular...foi uma mudança que a pandemia trouxe, de aceleração na curva de adoção deste modelo."

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