Gol nega venda de papéis nos EUA para captar recursos e ação cai 5% na B3


Do CNN Brasil Business, em São Paulo
12 de agosto de 2020 às 17:16 | Atualizado 12 de agosto de 2020 às 17:31

Boeing 737 da Gol aterrissando no Rio de Janeiro

Gol diz que entrou com protocolo para se habilitar a ofertar papéis nos EUA, mas não há nada definido ainda

Foto: Sergio Moraes

A Gol Linhas Aéreas negou nesta quarta-feira (12) que tenha entrado com um pedido de registro para uma oferta de ações nos Estados Unidos, como havia sido noticiado na segunda (10). 

O comunicado da Gol foi enviado à Comissão de Valores Mobiliários em atendimento a um pedido da autarquia que regula e fiscaliza o mercado de capitais no Brasil.

"A Gol não fez registro nos Estados Unidos para oferta de ações preferenciais representadas por American Depositary Shares (ADS)", diz a companhia aérea no comunicado.

As ações (GOLL4) da companhia na B3 fecharam em queda de 4,77%.

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A infomação publicada também pelo CNN Brasil Business havia sido originada em uma notícia da agência Reuters.

Na ocasião, a informação era a de que a companhia aérea usaria os recursos líquidos de qualquer venda para capital de giro e outros fins corporativos gerais, que podem incluir o reembolso ou refinanciamento de dívidas pendentes. Ou seja, não haveria destinação para os acionistas vendedores.

A companhia diz que entrou com um protocolo na última sexta-feira (7) que "tem por função permitir que a Gol esteja apta a realizar futuras ofertas de ações primárias e secundárias de valores mobiliários, se e quando decidir realizá-las, sem ter que aguardar a revisão de informações pela SEC".

A Securities and Exchange Commission (SEC) é o órgão equivalente à CVM nos Estados Unidos.

O protocolo "não deve ser entendido como o início de trabalhos para a realização de uma oferta pública de ações", complementou a companhia aérea.

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