Fundo soberano norueguês tira R$ 15 bi de ações brasileiras e foge da renda fixa

Com esse saque em massa, os noruegueses reduziram em mais de um terço o investimento no país

Fernando Nakagawa
Por Fernando Nakagawa, CNN  
19 de agosto de 2020 às 07:24
Abertura de Mercado
Capa do podcast Abertura de Mercado
Foto: CNN Brasil

Em relatório, o fundo informa que vendeu todas as ações da mineradora Vale diante do risco de grandes danos ambientais relacionados à empresa. Também foram excluídas da carteira ações da Eletrobras por violação de direitos humanos. A estatal é acusada de desrespeitar grupos indígenas no norte do Brasil. Bolsas de outros países emergentes, especialmente China e Taiwan, receberam reforço dos investimentos da Noruega.

No episódio de hoje:

- O fundo de investimento soberano da Noruega, vendeu e tirou do Brasil R$ 15 bilhões durante o primeiro semestre de 2020; 
- Com esse saque em massa, os noruegueses reduziram em mais de um terço o investimento no país;
- No fim do ano passado, representava 1% de todos os investimentos do fundo em ações no mundo. Já no fim de junho, essa participação havia caído para 0,6%;
- Em relatório, o fundo informa que vendeu todas as ações da mineradora Vale diante do risco de grandes danos ambientais relacionados à empresa;
- Também foram excluídas da carteira ações da Eletrobras por violação de direitos humanos. A estatal é acusada de desrespeitar grupos indígenas no norte do Brasil; 
- Bolsas de outros países emergentes, especialmente China e Taiwan, receberam reforço dos investimentos da Noruega;
- As perdas se estenderam à renda fixa. No fim de 2019, o Brasil tinha 0,7% de toda a carteira em títulos de dívida do fundo norueguês. Em junho, o país deixou de figurar entre os principais destinos na renda fixa;
- O governo do Brasil tem um fundo que acumula parte do dinheiro obtido com o pré-sal, é o Fundo Social do Pré-Sal;
- Metade do dinheiro deveria ir para a educação e o restante para saúde, cultura, esporte, ciência e tecnologia;
- Mas, nesta semana, o Senado aprovou uma lei que permite que até R$ 242 bilhões sejam destinados para estados, prefeituras e a construção de gasodutos nos próximos 20 anos;
- O mercado financeiro gostou do que ouviu do presidente Jair Bolsonaro e do ministro da Economia, Paulo Guedes;
- As afirmações de que nada mudará na política econômica serviram como um pano quente após o início de semana de nervosismo nos negócios com o temor de saída de Guedes do governo;
- No chamado ‘dia do fico’ de Guedes, a bolsa subiu 2,48% e terminou o dia de volta aos 102 mil pontos;
- Entre as ações, Magazine Luiza fechou em alta de impressionantes de 9,61%, a R$ 89,50, após o resultado do segundo trimestre ter sido considerado melhor que o esperado; 
- O real também se deu bem. Subiu 0,50% e terminou o dia a R$ 5,46;
- Apesar do alívio, analistas avaliam que o mercado brasileiro ainda vai operar com cautela até que fatos e medidas dissipem dúvidas sobre o futuro da política econômica;
- O banco alemão Commerzbank, por exemplo, reconhece o alívio imediato com as falas de Guedes, mas lembra que há demanda para abandonar o teto de gastos e que isso significa que os tempos continuarão difíceis para o real;
- Por falar em equipe econômica, o governo estaria estudando a publicação de uma medida provisória para prorrogar o auxílio emergencial até dezembro;
- Reportagem da Folha de S. Paulo cita que o ministro da paulo Guedes defende redução desse pagamento para R$ 200;
- Mas uma ala do governo defende valor maior, e sugere R$ 300;
- A lei que criou o auxílio cita que o pagamento pode ser prorrogado por um ato do governo sem aprovação do congresso desde que seja mantido o valor de 600 reais;
- Já o Valor Econômico publicou que ganha força a proposta de prorrogação do auxílio por mais um mês (setembro) no valor integral de R$ 600 reais;
- Essa iniciativa tenta dar tempo para o avanço do projeto do auxílio com valor inferior, como quer o governo;
- Esse auxílio com valor menor, por sua vez, seria uma fase intermediária até que seja lançado o novo Renda Brasil, que promete ser um substituto do Bolsa Família; 
- A plataforma de streaming Disney Plus começa a funcionar no Brasil no dia 17 de novembro;
- O novo serviço terá produções Disney, Pixar, Marvel, Star Wars e National Geographic;
- Ainda não foi anunciado o valor da mensalidade, mas especula-se algo na faixa de R$ 29 e a possibilidade de pagamento anual com desconto;
- No fim de junho, o Disney Plus já tinha 57 milhões de assinantes no mundo contra 193 milhões de usuários da Netflix. 
- AGENDA: No Brasil, saem às 14h30 dados sobre o fluxo de dólares no Brasil até o dia 14 de agosto;
- No exterior, o destaque fica com a divulgação da ata do comitê de política monetária do Banco Central dos Estados Unidos, o Federal Reserve, às 15h.

Clique aqui para acessar a página do CNN Business no Facebook