‘Desastroso, mas didático’, afirma Eduardo Gomes sobre derrubada de veto

Senador Eduardo Gomes disse que trabalhará para a Câmara manter o veto para o reajuste para servidores na votação desta quinta

Basília Rodrigues
Por Basília Rodrigues, CNN  
20 de agosto de 2020 às 08:15 | Atualizado 20 de agosto de 2020 às 08:32

A derrubada do veto do presidente Jair Bolsonaro, que pode liberar reajustes salariais, deixou as lideranças do governo em polvorosa. "Leitura equivocada de uma parte da bancada. O tema é muito importante, mas o resultado foi desastroso pelo momento. Por isso, a Câmara deve manter o veto", afirmou o líder do governo no Congresso, Eduardo Gomes, à CNN, nesta quinta-feira (20). "O episódio é didático".

Na quarta-feira (19), antes da votação, o Planalto havia promovido um almoço com aliados e o presidente para celebrar o bom momento de relacionamento. "Parecia festa de fim de ano, com deputados, ministros. Bolsonaro feliz, brincando. Ninguém estava esperando esse resultado", afirmou um dos participantes do almoço, sem se identificar.

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O senador Eduardo Gomes, do MDB-TO
Foto: Beto Barata/Agência Senado

Gomes também estava na celebração. À coluna, ele destacou que os outros vetos acordados foram mantidos. "Perdemos este por 2 votos e ainda podemos nos recuperar na Câmara. A luta é assim mesmo. É o preço da democracia. A liderança do governo agora pensa na próxima votação. A luta continua", afirmou.

No Senado, para derrubar veto são necessários 40 votos. Houve 42. O governo tentará consertar a derrota na sessão da Câmara, nesta quinta-feira. Se 257 deputados votarem contra o veto, haverá reajuste salarial em 2021 para médicos e policiais, por exemplo.