As ações dos bancos estão baratas? Saiba o que esperar do setor na bolsa


Do CNN Brasil Business, em São Paulo
24 de agosto de 2020 às 07:00
Podcast O que eu faço

"O que eu faço?": CNN tem podcast para tirar dúvidas sobre investimentos em tempos de crise

Foto: Divulgação

A pandemia afetou – e muito – as finanças dos grandes bancos no segundo trimestre, como fez com a maioria dos setores da economia. Santander (SANB11), Bradesco (BBDC3) e Itaú (ITUB3) – os três maiores bancos privados do Brasil – expremeram suas margens ao se protegerem contra calotes. O resultado? Essas instituições lucraram (menos) entre abril e junho. 

Ao longo do segundo trimestre, os grandes bancos tiveram, juntos, lucro líquido de R$ 10,2 bilhões, o que representa uma queda de 40%. No ano passado, o ganho conjunto para o período havia sido de R$ 17,1 bilhões.

Para Henrique Navarro, analista de bancos da Santander Corretora, ainda assim, os resultados foram positivos.

“Se estamos no pior momento que já vivemos, com o pior abril da história, e os bancos conseguiram entregar 14% de rentabilidade sobre o patrimônio líquido, então este é um número que gera uma visão construtiva”, disse Navarro novo episódio do podcast "O que eu faço?"

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Juntos, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander gastaram R$ 23,6 bilhões com calotes entre abril e junho, salto de quase 90% em relação ao mesmo período de 2019. Frente ao primeiro trimestre, as despesas com provisões subiram em 8,56%. De abril a junho, Santander e Bradesco seguiram ampliando as reservas, enquanto o Itaú fez o movimento contrário.. 

Agora, o que o investidor quer saber é se os preços das ações dessas empresas vão voltar ao patamar pré-crise. O que vai acontecer com as ações dos bancos? Esta é a pergunta que o podcast “O que eu faço?”, do CNN Brasil Business, busca responder para os seus ouvintes em seu novo episódio.

No entanto, esta não é uma tarefa fácil, já que os bancos estão intimamente ligados aos movimentos da política econômica, recheada de incertezas. Entre elas, o futuro das reformas tributária e administrativa e um possível furo no teto de gastos. 

O que dá para dizer é que os papéis de Itaú, Santander e Bradesco estão baratos, segundo Navarro, mas não devem permanecer assim por muito tempo. 

O analista explica que todas as incertezas sobre o rumo da economia brasileira já ajudaram a baratear as ações dos bancos. “A ação está leve, ou seja, tudo de pior já está precificado. A chance dos bancos subirem, hoje, é muito maior que as de cair”, diz. 

O movimento, segundo o analista, deve ser parecido com as estimativas sobre a queda no PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro em 2020. Até 17 de agosto, o mercado financeiro revisou para baixo por sete semanas consecutivas a estimativa de queda na atividade econômica brasileira deste ano. 

O mesmo pode acontecer com as ações dos bancos, de acordo com Navarro: elas teriam atingido seu pior patamar e, daqui para frente, tendem a ficar mais caras. 

Entenda mais no novo episódio do podcast “O que eu faço?”, apresentado por Fernando Nakagawa, diretor do CNN Business, e pela âncora da CNN, Luciana Barreto.

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