Quem busca atalho na bolsa vai perder tudo, diz Henrique Bredda, do Alaska Asset


Fernando Nakagawa
Por Fernando Nakagawa, CNN  
24 de agosto de 2020 às 06:00 | Atualizado 24 de agosto de 2020 às 12:20

Investir boa parte do seu dinheiro em opções de ação é como uma roleta russa. A frase é de um dos gestores mais conhecidos – e polêmicos nas redes sociais – do mercado financeiro: Henrique Bredda, fundador da Alaska Asset Management.

Em entrevista ao programa Carteira Inteligente dessa semana, Bredda diz que as pessoas “confundem muito minhas opiniões na pessoa física com a minha profissão”. Ele também rejeita a análise de que pode haver uma bolha na bolsa de valores. 

Milhares de pequenos investidores agitaram o mercado nas últimas semanas com um movimento em manada. Influenciados pelas redes sociais, houve corrida por opções de compra das ações do grupo educacional Cogna (COGN3), a ex-Kroton. A opção é uma operação que dá direito ao investidor comprar ou vender uma ação no futuro conforme a evolução dos preços.

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No caso da Cogna, milhares apostaram que a ação iria subir expressivamente. A hipótese, no entanto, não foi confirmada e, ao contrário da promessa de grande lucro, os investidores perderam tudo. “Virou pó”, na gíria do mercado financeiro. 

“Opções viram pó todos os meses, de todas as empresas. Você colocar toda a sua parcela de bolsa ou parte substancial de seu patrimônio nisso é praticamente uma roleta russa. É arriscadíssimo, não recomendo a ninguém”, disse Bredda, que fala com frequência sobre as ações da Cogna nas redes sociais.

“Uma parcela dos milhões que estão chegando à bolsa não vão escutar as recomendações, vão querer atalhos e vão perder tudo”, completou ao Carteira Inteligente, programa semana da CNN Brasil sobre investimentos e finanças pessoais.

Bredda fala frequentemente sobre política nas redes sociais. Questionado sobre a gestão econômica do governo Jair Bolsonaro, o gestor dos fundos Alaska Black diz que “está contente com a linha de conduta, mas não está contente com a velocidade de implementação”.

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