Por pandemia, Tesouro eleva teto da Dívida Pública em 2020 para R$ 4,9 trilhões

Até então, o patamar estipulado variava de R$ 4,5 trilhões a R$ 4,75 trilhões

Anna Russi, do CNN Brasil Business, em Brasília
28 de agosto de 2020 às 16:08
Fachada do Ministério da Economia
Foto: Hoana Gonçalves/Ministério da Economia

A equipe econômica elevou o limite do teto da Dívida Pública Federal em 2020. Assim, a DPF deve fechar o ano entre R$ 4,6 trilhões e R$ 4,9 trilhões. Até então, o patamar estipulado variava de R$ 4,5 trilhões a R$ 4,75 trilhões. 

"O inevitável aumento da necessidade de financiamento do governo federal representa o principal impacto para a dívida pública federal, em um ano marcado pela pandemia da Covid-19 e seus efeitos na economia brasileira", explicou o Tesouro. 

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A atualização foi feita na revisão do Plano Anual de Financiamento (PAF), divulgada pela Secretaria do Tesouro Nacional nesta sexta-feira (28). 

De acordo com o documento, a participação dos títulos prefixados deve ficar entre 30% e 34% do total da DPF. A previsão anterior era de 7% a 31% do total. Os títulos de pós-fixados devem ficar com a fatia entre 36% e 40%, ante 40% e 44%. 

Já a projeção os papéis atrelados a índices de preços permaneceu estável entre 23% e 27% da DPF. Para aqueles atrelados à Selic (LFTs), a participação recuou de 36% a 40%, ante 40% a 44% anteriormente.

Outra revisão foi no prazo médio da Dívida Pública, que foi reduzido de 3,9 a 4,1 anos para 3,5 a 3,8 anos. O estoque de dívida com vencimento em 12 meses também foi modificado para 24% a 28%. Na versão anterior do PAF o valor era de 20% a 23%. 

"A estratégia de financiamento do PAF se ajusta para comportar espaço para maior volume de emissões totais, levando ao deslocamento para cima dos limites indicativos para o estoque da dívida", informou.

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