Enjoei, site de 'brechó', pede registro de IPO para negociar ações na bolsa


Aluísio Alves, da Reuters
01 de setembro de 2020 às 17:28
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Compras de roupas por meios de digitais: Enjoei teve vendas de R$ 112 milhões no segundo trimestre

Foto: Emma Matthews Digital Content Production/Unplash

A empresa de comércio colaborativo por meios eletrônicos Enjoei pediu nesta terça-feira registro para uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).

A companhia criada em 2009 pelo casal Tiê Lima e Ana Luiza McLaren como uma espécie de brechó online contratou BTG Pactual, Bradesco BBI, JPMorgan, XP e UBS para coordenar a operação, que envolve ofertas primária e secundária de ações.

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A companhia não informou no prospecto preliminar da oferta o que pretende fazer com os recursos da emissão de ações novas, mas sinalizou que planeja expandir a oferta de produtos.

Os nomes dos investidores que vão vender participações no negócio na oferta secundária também não foram indicados.

A companhia recebeu um aporte em 2013 do fundo brasileiro de venture capital monashees e do norte-americano Bessemer Venture Partners, no ano seguinte.

A Enjoei afirma no documento que teve R$ 112,6 milhões em vendas totais (GMV) no segundo trimestre, ante R$ 60,4 milhões um ano antes. A receita do site com as transações subiu de R$ 17,3 milhões para R$ 29,6 milhões.

A empresa diz também que teve 141 mil novos compradores no segundo trimestre, ante 48 mil um ano antes. O negócio inclui também uma carteira digital, o enjuBank, por meio do qual os usuários cadastrado possuem conta.

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