Safra: 60% dos balanços trimestrais vieram acima ou em linha com o esperado

Entre as surpresas positivas, está o setor elétrico, com destaque para as companhias Eletrobras e Copel; CSN e Gerdau também tiveram bons resultados

André Jankavski, do CNN Brasil Business, em São Paulo
05 de setembro de 2020 às 06:00 | Atualizado 05 de setembro de 2020 às 08:54
Fachada da sede da Eletrobras
Fachada da sede da Eletrobras: empresa teve resultados bem fortes no segundo trimestre
Foto: Pilar Olivares/Reuters

Parece que o tombo na economia foi realmente menor do que o esperado. Pelo menos, segundo o banco Safra. Em relatório divulgado para clientes, o banco fez uma análise dos balanços do segundo trimestre, exatamente o período em que a pandemia mais afetou os negócios, e foi surpreendido: 42,5% das empresas tiveram resultado melhor do que o esperado e 17,8% dos balanços vieram em linha com as expectativas.

Entre as surpresas positivas está o setor elétrico. Segundo o banco, as geradoras tiveram um crescimento robusto do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e as transmissoras quase não foram afetadas pela pandemia, se consolidando como ativos defensivos.

Entre os maiores destaques, segundo o Safra, estão a Eletrobras (ELET3 e ELET6) e a Copel (CPLE3).

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Além disso, o Safra também destaca que o setor de mineração teve ganhos expressivos, especialmente beneficiado pelos altos preços do minério de ferro e também pela desvalorização cambial, como a Vale (VALE3).

Mas a principal surpresa foi mesmo no segmento de metais. As siderúrgicas tiveram resultados bem acima do esperado mesmo com a demanda reduzida – mas com uma alta das exportações (e um real mais fraco). A Gerdau (GGBR3), por exemplo, teve ganhos 1752% a mais do esperado pelo Safra. Já a CSN (CSNA3), teve lucros 437% superiores ao que imaginavam os analistas do banco.

No varejo, potencializado pelas vendas pela internet, se destacaram a Via Varejo (VVAR3), com um EBITDA quase 450% superior às previsões do Safra, e os supermercados do GPA (PCAR3) e do Carrefour (CRFB3), com lucros 134% e 67,5% a mais do aguardado.

As surpresas negativas, que somaram 39,7% do total de empresas cobertas pelo Safra, ficaram principalmente nos setores de concessões e transportes. A CCR (CCRO3) teve um Ebitda 47,3% menor do que o Safra esperava. Outro tombo foi o da Localiza (RENT3), que teve um lucro 72% menor do que o esperado.

O laboratório Fleury (FLRY3) também teve um Ebitda 66% menor do que as previsões do Safra, mas compensou com um lucro 3% maior.

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