Presidente do Airbnb: pessoas estão reservando estadia de duração mais longa


Jackie Wattles, do CNN Business, em Austin
06 de setembro de 2020 às 08:15
 
Site do Airbnb, plataforma de aluguel de casas e apartamentos para turismo

Airbnb: plataforma pretende fazer IPO, mas investidores de Wall Street estão mais desconfiados dos chamados unicórnios de tecnologia

Foto: Divulgação

O Airbnb registrou um crescimento nas reservas de longo prazo durante a pandemia de Covid-19.

A empresa revelou em junho que tinha mais reservas do que no mesmo período do ano passado, muito antes de a pandemia causar um estrangulamento em todo o setor de turismo.

“Há uma nova tendência na qual viajar e morar estão começando a se confundir”, disse o CEO da empresa, Brian Chesky, em entrevista à Richard Quest, da CNN Business, na quinta-feira (3). “As pessoas estão reservando semanas ou mesmo meses a fio.”

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O executivo sugeriu que a maioria dessas reservas são de pessoas que procuram acabar com o tédio da quarentena.

Os viajantes “não estão cruzando fronteiras, não estão viajando a negócios, mas sim entrando no carro e percorrendo tanto 20 como 500 quilômetros para destinos próximos, e com isso conseguindo manter a norma de ficar em casa”, contou Chesky. “E isso tem sido uma grande e bem-vinda surpresa para o Airbnb."

As pessoas que querem sair de casa veem o Airbnb como uma alternativa melhor para fazer distanciamento social do que ficar em um hotel ou em grandes cidades, acrescentou Chesky. E o boom nos negócios estimulou o Airbnb a continuar planejando fazer sua estreia no mercado de ações ainda este ano, apesar da contínua volatilidade do mercado.

“Começamos este ano com planos de abrir o capital, daí chegou a pandemia e parecia inconcebível que a empresa fosse fazer seu IPO”, contou. “Mas acho que o negócio é muito mais resistente do que qualquer um de nós acreditava.”

Os planos de IPO do Airbnb enfrentaram ceticismo: embora a empresa tenha dito que era lucrativa em 2017 e 2018 — diferenciando-se de outros unicórnios que perderam investidores antes e depois da abertura de capital — ela teria começado a perder dinheiro depois, em 2019. Enquanto isso, os investidores de Wall Street estão ficando cada vez mais desconfiados dos chamados unicórnios da tecnologia, que são empresas que alcançam avaliações privadas maciças apenas para fracassar no mercado de ações quando o público tem mais acesso aos seus detalhes financeiros.

E a recuperação do Airbnb não veio sem suas desvantagens, já que a empresa disse em maio que iria demitir cerca de 1.900 trabalhadores, ou um quarto de sua equipe.

Assim como aconteceu com outras startups emergentes da “gig economy”, o Airbnb enfrentou uma série de batalhas regulatórias e atenção negativa por questões relacionadas à segurança.

(Texto traduzido, clique aqui para ler o original em inglês)

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