Brasil não pode perder o bonde do 5G, diz Mourão


Noeli Menezes, da CNN, em Brasília
08 de setembro de 2020 às 11:56
O vice-presidente da República Hamilton Mourão

O vice-presidente da República Hamilton Mourão

Foto: Reprodução/CNN

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) afirmou nesta terça-feira (8) que o Brasil não pode perder o bonde da história e deixar de embarcar na tecnologia 5G junto com o resto do mundo.

“Perder essa janela de oportunidade significará décadas de atraso e prejuízo para a nossa sociedade”, disse o vice-presidente na abertura do Painel Telebrasil 2020.

Ele declarou ainda que Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), Ministério das Comunicações e Gabinete de Segurança Institucional estão estabelecendo os parâmetros técnicos para o processo licitatório, que foi adiado para 2021. 

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Segundo Mourão, compete ao governo a missão de conduzir nossa sociedade na adequação de nosso sistema de telecomunicações para essa nova tecnologia. "Isso deve ser feito de forma segura, protegendo nossos conhecimentos sensíveis e nossa privacidade, mas otimizando os meios já instalados e considerando sempre os princípios da eficiência, da economicidade e da segurança”, acrescentou Mourão.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), também participou remotamente da abertura do evento e destacou a importância da aprovação de projeto de lei que destrave o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), para que os recursos sejam utilizados naquilo que se tornou efetivamente estratégico hoje, que é o aumento da conectividade.

O senador lembrou que o fundo foi criado para telefonia fixa e tem regras ultrapassadas. “Na forma que está hoje não tem contribuído para o fim a que foi destinado, que é a universalização dos serviços de telecomunicação. Seus recursos têm sido desviados para outros fins, como o pagamento da dívida pública”, disse.

Alcolumbre defendeu ainda atenção especial ao setor de telecomunicações na reforma tributária, que, segundo ele, “deve estabelecer regras mais justas, pois o peso da carga pode ser entrave ao desenvolvimento das telecomunicações”.