Arroz chega a custar R$ 35 em supermercados de São Paulo


Da CNN
10 de setembro de 2020 às 10:11 | Atualizado 10 de setembro de 2020 às 10:12

Item essencial na mesa da família brasileira, o preço do arroz disparou nos supermercados, sobretudo nas últimas semanas. Pelo menos cinco capitais já registraram alta no valor do grão e, em São Paulo, em alguns locais o saco do produto (5 kg) chega a custar quase R$ 35 nas gôndolas.

A Câmara de Comércio Exterior (Camex) aprovou na quarta-feira (9) a isenção da tarifa de importação para a entrada de 400 mil toneladas de arroz até o final do ano, conforme antecipou CNN. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (10). A ideia é diminuir estes valores e não permitir a falta do alimento na mesa do brasileiro.

No entanto, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas em agosto o arroz teve uma alta de 3,08%. Somado a isto, a inflação do produto passa de 19% na média nacional. Além da capital paulista, Porto Alegre, Campo Grande (MS), Rio de Janeiro e Belo Horizonte registraram produtos mais caros.

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Arroz

Arroz fica mais caro em algumas cidades do país

Foto: Monsterkoi/ Pixabay

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) explica que a alta foi puxada pela queda na entressafra, alta do dólar e a diminuição dos espaços para a produção de arroz.

Com a alta variação dos preços dos itens da cesta básica, entidades ligadas ao direito do consumidor irão fiscalizar mercados e outros pontos de venda para verificar possíveis irregularidades. Em caso de preços abusivos, o estabelecimento poderá ser multado. 

A Associação Brasileira de Procons pediu ao ministro da Economia, Paulo Guedes, o monitoramento das exportações para garantir o abastecimento interno após o aumento das vendas para o exterior ter sido apontado como um dos fatores para o expressivo aumento recente de preços de produtos da cesta básica.

Em carta encaminhada ao ministro, a entidade, em conjunto com a Comissão de Defesa do Consumidor da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e com a Associação Nacional do Ministério Público do Consumidor, chamou atenção para o "aumento significativo" nos preços de arroz, feijão, leite, óleo de soja e carne.

(Com informações de Renan Fiuza, da CNN, em São Paulo)