Autoridades do BCE concordam em examinar alta do euro, dizem fontes à Reuters

"Não somos indiferentes (à taxa de câmbio), mas não estamos preparados para iniciar uma guerra cambial por isso", disse uma das fontes

Reuters
10 de setembro de 2020 às 16:20
Moedas: a presidente do BCE, Christine Lagarde, disse que a taxa de câmbio foi amplamente discutida e será cuidadosamente monitorada — uma declaração que fez o euro subir a US$ 1,1916
Foto: Olya Adamovich/Pixabay


As autoridades do Banco Central Europeu concordaram, nesta quinta-feira, em examinar a valorização do euro, julgando que ela está amplamente em linha com os fundamentos econômicos e temendo qualquer indício de uma "guerra cambial" com os Estados Unidos, disseram quatro fontes que participaram da reunião de política monetária.

A presidente do BCE, Christine Lagarde, disse que a taxa de câmbio foi amplamente discutida e será cuidadosamente monitorada — uma declaração que fez o euro subir a US$ 1,1916, já que os investidores consideraram o posicionamento do banco inesperadamente tímido.

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Quatro fontes do Conselho do BCE disseram que as autoridades reconheceram os efeitos negativos da força do euro sobre a inflação e o crescimento. Mas eles disseram que há um consenso geral de que isso reflete com precisão uma melhor situação econômica na Europa e expectativas de uma postura de política monetária flexível do Federal Reserve.

Eles também citaram o aumento da confiança no bloco monetário de 19 países após sua resposta conjunta à pandemia, bem como a incerteza antes das eleições presidenciais dos Estados Unidos em novembro --mais um argumento contra uma ação precipitada sobre a moeda.

"Não somos indiferentes (à taxa de câmbio), mas não estamos preparados para iniciar uma guerra cambial por isso", disse uma das fontes.

Falando após a reunião, duas fontes disseram que exergam o patamar de 1,20 dólar como não muito distante da taxa de câmbio de equilíbrio no momento.

Um porta-voz do BCE não quis comentar.

Uma das fontes disse que as autoridades diferem quanto às perspectivas econômicas, com os funcionários de economias centrais como Alemanha, França e Holanda apresentando um tom otimista, enquanto seus pares do sul da Europa estão mais pessimistas.

O economista-chefe do BCE, Philip Lane, estava no meio-termo, acrescentou a fonte.

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