Ibovespa fecha abaixo dos 100 mil pontos pressionado por petróleo e EUA


Do CNN Brasil Business, em São Paulo
10 de setembro de 2020 às 09:06 | Atualizado 10 de setembro de 2020 às 17:42
Plataforma da Petrobras na Bacia de Santos, no litoral do RJ

Petrobras: ações da companhia estão em queda com a dimunuição do preço dos combustíveis

Foto: Pilar Olivares/Reuters

O Ibovespa fechou em queda, abaixo do patamar dos 100 mil pontos, nesta quinta-feira (10), pressionado pelo mau humor nas bolsas dos Estados Unidos e correção no preço do petróleo.

O principal índice da bolsa brasileira terminou a sessão de hoje em queda de 2,43%, aos 98.834,59 pontos.

Além de queda nas bolsas dos Estados Unidos, o Ibovespa foi pressionado pela queda da Petrobras (PETR3) – de 3,65% – por causa da queda no preço do petróleo. 

Os papéis da Petrobras também refletem a diminuição do preço dos combustíveis. Nesta quinta, foi anunciada queda de 7% do óleo diesel, de 5% da gasolina e de 7,2% do diesel marítimo. As revisões passam a valer a partir da sexta (11) nas refinarias. Segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), essa queda significa que o litro do diesel vai ficar R$ 0,1223 mais barato e o da gasolina, R$ 0,0834.

O dólar fechou em alta ante o real nesta quinta-feira, perto das máximas da sessão e depois de cair mais cedo, com a moeda ganhando tração especialmente durante a tarde conforme os mercados de risco no exterior pioraram o sinal.

A moeda americana subiu 0,38%, a R$ 5,32 na venda. A moeda oscilou entre queda de 0,57%, a R$ 5,2699 na venda, por volta de 11h, e alta de 0,47%, para R$ 5,325, a caminho do fechamento do pregão no mercado à vista.

Destaques

Além da Petrobras, os bancos puxaram os Ibovespa para baixo. O Bradesco (BBDC4) teve queda de 3,29%. O Santander (SANB11) caiu 3%, o Itaú (ITUB4) teve queda de 2,13% e o BTG Pactual (BPAC11) teve desvalorização de 2,92%. 

A ação de maior peso do Ibovespa, da Vale (VALE3), também caiu nesta quinta-feira. A desvalorização foi de 2,45%. A Gerdau (GGBR4) caiu 3,31%, a Usiminas (USIM5) teve desvalorização de 3,75% e a CSN (CSNA3) caiu 2,72%.

O GPA (PCAR3) disparou 14,8% após anunciar na véspera estudos para a cisão de seu braço de atacarejo Assaí e posterior listagem na B3 e em Nova York. Para a Guide Investimento, a operação permitirá que as companhias sigam estratégia independente de crescimento, com bancos conseguindo analisar o risco de crédito de cada negócio de forma separada.

A Gol (GOLL4) subiu 2,07%, em meio a dados sobre liquidez e receitas, incluindo que fechou agosto com cerca de R$ 2,1 bilhões em liquidez total e que o consumo líquido de caixa diário em agosto recuou 91% ante julho, a R$ 6 milhões. Na visão do Bradesco BBI, a Gol está no caminho de emergir da crise desencadeada pelo Covid-19. 

Bolsas internacionais

A piora no humor dos investidores locais também está relacionada ao movimento de venda de ações de tecnologia nos Estados Unidos. Os acionistas voltaram a se desfazer de papéis de grandes companhias nesta quinta, puxando os índices americanos para baixo. 

O Nasdaq caiu 1,99%, enquanto o S&P 500 recuou 1,6% e o Dow Jones, 1,45%. As ações da Apple caíam 3,2%. As da Tesla, por outro lado, se recuperam de queda de mais de 20% na terça e subiram 1,3%.

As principais bolsas de valores europeias fecharam em baixa nesta quinta-feira, depois de o Banco Central Europeu (BCE) manter as taxas de juros e dizer que as medidas de estímulo existentes seriam suficientes e provavelmente serão utilizadas na íntegra.

Em Londres, o índice Financial Times recuou 0,16%. Em Frankfurt, o índice DAX caiu 0,21%.

Enquanto na China os índices devolveram os ganhos iniciais e fecharam em baixa, após reguladores agirem para conter a especulação no índice ChiNext. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 0,06%, enquanto o índice de Xangai teve queda 0,61%.

(Com Agência Estado e Reuters)

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