Guedes diz a aliados que teto é "última barreira" de missão à frente da pasta

O ministro também confidenciou que a solução encontrada pelos aliados do governo para bancar o Renda Cidadã não era a melhor, mas que foi a "possível"

Daniela Lima
Renata Agostini
29 de setembro de 2020 às 18:45 | Atualizado 29 de setembro de 2020 às 18:54

 

Em desabafo a pessoas próximas, o ministro Paulo Guedes (Economia) disse que a defesa do teto de gastos "é a última barreira" de sua missão à frente da pasta --e que considera esse obstáculo intransponível.

O ministro também confidenciou que a solução encontrada pelos aliados do governo para bancar o Renda Cidadã não era a melhor, mas que foi a possível dado o cenário --havia, segundo esses interlocutores, defensores do estouro do limite de gastos. 

Segundo um dos aliados de Guedes, houve uma reunião na qual, de maneira muito clara, defenderam a tese de que o Renda Cidadã deveria passar a figurar na lista de exceções ao teto. Ou seja, a sugestão política era que os gastos com o programa social ficariam de fora da limitação imposta pela regra que limita as despesas do governo. 

Guedes se opôs, segundo um auxiliar. E a fórmula apresentada, que mistura bloqueio a pagamento de precatórios e uso de uma parcela do Fundeb para bancar o novo programa, foi a considerada menos ofensiva.

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